6.20.2011

PELÍCULA

Um bar, um vento gelado na espinha, uma fruta. O menino de olhos pequenos, que em poucas palavras seguiu seu rumo, sua estória, seu jeito manso de dizer e seus pensamentos e desejos feito turbilhão passaram pela pequena mesa de bar. Uma cena. Um take. Um roteiro de vida sendo descrito, um protagonista e seu laboratório forçado. O homem em meio a tantos brinquedos que já não era imagem, era humanização de aparências, com seus traumas, seus segredos; sua saliva densa raramente externada. Olhos brilhantes, um coração gigante, sonhos lindos que passam dia-a-dia em aglomerada bagunça de pensamentos. Maria, José, João, Antônio, nomes que explicam a formada fonte de talento deste pequeno e intenso menino. Um corte. Gravando. E a película da vida real continua sendo rodada.

2 comentários:

Gilce Veríssimo disse...

Gostei muito dod seus textos.Parabéns.Será que somos parentes,temos o mesmo sobrenome? rsrsrsrs

Arash Gitzcam disse...

de preferência com uma boa trilha sonora!

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