[hoje reorganizando o novo guarda-roupa, achei uma carta que não entreguei...]
[..]
Puxa, estamos juntos há uns meses e ainda não te escrevi nenhuma carta. Talvez por que tudo o que temos vivido simbolize e diga tudo, mas hoje resolvi te escrever. Escrever qualquer coisa: Que o dia está frio, mas com um sol lindo lá fora. Ou escrever que você me faz muito bem e que o teu beijo é “totoso”, que seu abraço conforto e que seu cheirinho, perfume bom.
Poderia eu escrever que estar com você é uma das minhas motivações e fonte de energia. Que quando estamos juntos, minha alma se aquieta e meu coração bota tudo no ritmo de um bolero, gostoso e relaxante.
É, as vezes preciso ouvir sua voz, seu jeitinho quieto e intimo de falar e de ouvir seu riso discreto e seu intelecto, invejável. Me acho as vezes chato com você, mas é que meu sono não é o mesmo sem o teu “Boa noite!”. É, percebeu o quanto você faz diferença?
Puxa, pensei agora, nesses meses, que não me limitam no tempo cronológico, fizemos muitas coisas, acho que um “pouco” de “quase” tudo. Só não fizemos a sessão “[...]” ( é assim que se escreve? rs) , não viajamos juntos, não assistimos “Ensaio sobre a cegueira”, não dançamos coladinhos, você não dançou “Pole Dance” pra mim (ai ai..rs), não dormiu em casa, não gritamos um com o outro, não dormimos no carro, não fomos ao parque (porém andamos de pernas-de-pau), não decidimos o que vamos montar para estarmos no palco juntos, não casamos (essa foi forte...kkk)...Nossa tantas coisas...Tantas coisas que fizemos e outras “INCONTAVEIS” que “AINDA” não fizemos, mas quero e muito, ter você em cada momento.
Com você nenhum momento é igual ao outro.
[..], passaria o dia inteiro escrevendo pra você, mas eu tenho que trabalhar, tenho que sustentar “nossos” filhos.
Te admiro [...]. Você mora nesse coração tirano aqui.
Com amor,
Dri
(29/09/2008)
8.16.2011
A carta que não entreguei...
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Terça-feira, Agosto 16, 2011
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6.20.2011
PELÍCULA
Um bar, um vento gelado na espinha, uma fruta. O menino de olhos pequenos, que em poucas palavras seguiu seu rumo, sua estória, seu jeito manso de dizer e seus pensamentos e desejos feito turbilhão passaram pela pequena mesa de bar. Uma cena. Um take. Um roteiro de vida sendo descrito, um protagonista e seu laboratório forçado. O homem em meio a tantos brinquedos que já não era imagem, era humanização de aparências, com seus traumas, seus segredos; sua saliva densa raramente externada. Olhos brilhantes, um coração gigante, sonhos lindos que passam dia-a-dia em aglomerada bagunça de pensamentos. Maria, José, João, Antônio, nomes que explicam a formada fonte de talento deste pequeno e intenso menino. Um corte. Gravando. E a película da vida real continua sendo rodada.
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Segunda-feira, Junho 20, 2011
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6.14.2011
E agora?
E agora José? Se visse além do horizonte, as dunas não terminariam como na fotografia. E o vôo que não levantou? O salto dado à queima roupa, foi extravagante demais para sua personalidade tímida, sua beleza introspectiva. O fusca azul, a menina na bicicleta e você ainda no mesmo lugar, observando tudo – que não mudou nada. E amanhã? O mesmo dia de sempre, que lá no fundo te incomoda, que te cansa, só uma pena que te coça as axilas e nem sequer sorri. Quinta, sexta, sábado que te aguarda e não expressa nada, nada além de mais um dia. O amor que não sofre mais por você, pois nem para amar tens forças; as musicas românticas não te comovem mais, pois “Love Songs” só tem o mesmo sabor quando o coração quer chorar. E agora? E agora José? O que faz da tua vida? O que faz dos teus dias? O que tens feito para realizar os seus sonhos?
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Terça-feira, Junho 14, 2011
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2.04.2011
De noite...
Gosto de sentir o suor que escorre naquele momento em que nos olhamos cara a cara que sem saber o que fazer com a boca um beijo devorador e cheio de saliva e línguas enfurecidas brigam entre si capaz de levantar as armas e daí então iniciar uma deliciosa briga.
Enlouqueço ao passar pelas suas intimidades, de prová-las, de sentir o sabor. O som do seu gemido distante de mim agora, deixa meu menino em alerta e tudo isso é apenas o começo. Ouvir seu balbuciar safado dentre pêlos, suor e desejo, nos leva em contra posição, agora sou em você e você mim. Segundos, minutos, uma eternidade que poderia não ter fim. Somos dois em milhões de seres que neste momento nos habita.
Amo o cheiro que se expande pelo ar, o cheiro de nós em derradeiro fruto animal que se espalha pelos cantos do cômodo a meia luz. O início já não é mais começo e o fim que não chega porque não queremos. O que antes fora volúpia, neste instante é surto, são dois seres em entrega e um mundo inteiro girando a nossa volta. Molhados por dentro e por fora e com dedos lubrificados, que não se apaga. Me calo por gostar de sentir entre em minhas mãos o que mais nojento possa parecer. Amo seu cheiro - em mim de noite.
Enlouqueço ao passar pelas suas intimidades, de prová-las, de sentir o sabor. O som do seu gemido distante de mim agora, deixa meu menino em alerta e tudo isso é apenas o começo. Ouvir seu balbuciar safado dentre pêlos, suor e desejo, nos leva em contra posição, agora sou em você e você mim. Segundos, minutos, uma eternidade que poderia não ter fim. Somos dois em milhões de seres que neste momento nos habita.
Amo o cheiro que se expande pelo ar, o cheiro de nós em derradeiro fruto animal que se espalha pelos cantos do cômodo a meia luz. O início já não é mais começo e o fim que não chega porque não queremos. O que antes fora volúpia, neste instante é surto, são dois seres em entrega e um mundo inteiro girando a nossa volta. Molhados por dentro e por fora e com dedos lubrificados, que não se apaga. Me calo por gostar de sentir entre em minhas mãos o que mais nojento possa parecer. Amo seu cheiro - em mim de noite.
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Sexta-feira, Fevereiro 04, 2011
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1.27.2011
Buenos!
Buenos! Buenos aires estoy viviendo.
Essa tua pele branca com a minha queimada, faz de nosso reflexo no espelho uma arte, uma beleza misturada.
Esse sorriso que diz tudo e nada, que me leve e me trás.
Buenos!
Que o ritmo da dança continue e que a musica não pare de tocar.
Breja, seja, nossa. Você em mim, nós, um mundo imenso pra explorar.
Contudo, o que fica é a frase: E quem não quer?
Essa tua pele branca com a minha queimada, faz de nosso reflexo no espelho uma arte, uma beleza misturada.
Esse sorriso que diz tudo e nada, que me leve e me trás.
Buenos!
Que o ritmo da dança continue e que a musica não pare de tocar.
Breja, seja, nossa. Você em mim, nós, um mundo imenso pra explorar.
Contudo, o que fica é a frase: E quem não quer?
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Quinta-feira, Janeiro 27, 2011
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12.21.2010
Reveillon 2010, que venha 2011.
Eu queria poder fechar o ano e poder dizer que realizei tudo o que almejei nesta vida toda, mas se assim eu fizesse, o que eu teria para querer mais? Não consegui nem poucos por centos do que quero ainda, mas fui feliz, neste ano comecei a ver o que comecei a plantar há quinze anos e ainda não é nem o começo.
Neste ano pude perceber o quanto algumas pessoas mudam minha vida, o quanto preciso de minha família para seguir e o quanto eles precisam de mim. Este ano me mostrou que a vida é um fio e besta de quem não tem força para seguir e tomar suas próprias decisões. Este ano eu não mudei só de casa e nem regredi, este ano eu mudei de mim, re-enxerguei a vida e ela é linda, mesmo com o coração em cacos, notei o quanto ainda tenho que vencer, lutar e aprender. Deus quis me provar que sou mais forte que imagino e está me convencendo.
Conheci pessoas, viajei e tive momentos inesquecíveis nestas viagens, trabalhei muito, mais uma vez reconhecido pelo meu trabalho, amei e desamei, controlei meu consumo e cultivei meus amigos.
Agora é agenda nova, planos novos, ainda mais força para os objetivos, pois a vida não pára e eu muito menos. BORA!
Neste ano pude perceber o quanto algumas pessoas mudam minha vida, o quanto preciso de minha família para seguir e o quanto eles precisam de mim. Este ano me mostrou que a vida é um fio e besta de quem não tem força para seguir e tomar suas próprias decisões. Este ano eu não mudei só de casa e nem regredi, este ano eu mudei de mim, re-enxerguei a vida e ela é linda, mesmo com o coração em cacos, notei o quanto ainda tenho que vencer, lutar e aprender. Deus quis me provar que sou mais forte que imagino e está me convencendo.
Conheci pessoas, viajei e tive momentos inesquecíveis nestas viagens, trabalhei muito, mais uma vez reconhecido pelo meu trabalho, amei e desamei, controlei meu consumo e cultivei meus amigos.
Agora é agenda nova, planos novos, ainda mais força para os objetivos, pois a vida não pára e eu muito menos. BORA!
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Terça-feira, Dezembro 21, 2010
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10.27.2010
Poesia pra Alguém
Alimento o meu corpo de tua ausência
Meu sustento são lembranças
Meu sonhar é futuro, contrário
do que encontro nas suas cartas antigas
Neste momento cantigas
No meu peito cirandas
E e minha boca, seu beijo.
Meu sustento são lembranças
Meu sonhar é futuro, contrário
do que encontro nas suas cartas antigas
Neste momento cantigas
No meu peito cirandas
E e minha boca, seu beijo.
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Quarta-feira, Outubro 27, 2010
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9.29.2010
Eu sabia...
Bateu
E eu sabia que bateria
Inventiva e ilusória
A saudade pungente
Na janela da memória
Bateu, uma semana
Que as rugas traçadas
Numa geometria angulada
Com agulha, pontiaguda
Rasgando triunfal o coração adormecido
Bateu e descarregou
A bateria e que eu sabia que bateria
Tardou a angustia
Que há horas não sentia
E lá no fundo – o canto
Do pássaro que morreu
Da musica que numa mais se tocou
O sabiá que nunca mais vi
Nunca mais cantei
E que hoje
Bateu em minha janela
Bateu, eu sabia que bateria
Quando ele foi
A bateria descarregou e eu não ouvi
Nem cantei a sua musica
Meu eterno sabiá.
E eu sabia que bateria
Inventiva e ilusória
A saudade pungente
Na janela da memória
Bateu, uma semana
Que as rugas traçadas
Numa geometria angulada
Com agulha, pontiaguda
Rasgando triunfal o coração adormecido
Bateu e descarregou
A bateria e que eu sabia que bateria
Tardou a angustia
Que há horas não sentia
E lá no fundo – o canto
Do pássaro que morreu
Da musica que numa mais se tocou
O sabiá que nunca mais vi
Nunca mais cantei
E que hoje
Bateu em minha janela
Bateu, eu sabia que bateria
Quando ele foi
A bateria descarregou e eu não ouvi
Nem cantei a sua musica
Meu eterno sabiá.
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Quarta-feira, Setembro 29, 2010
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9.23.2010
NEUTRO
Eis o período de desaguar
De acender o fósforo
Visceralizar
Botar fogo na alma
Congelar as emoções
Eis o período temido
[A.Veríssimo]
De acender o fósforo
Visceralizar
Botar fogo na alma
Congelar as emoções
Eis o período temido
[A.Veríssimo]
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Quinta-feira, Setembro 23, 2010
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8.05.2010
A benção...
[a benção]
Comentei muito de você nesses últimos dias
Talvez foi a saudade que bateu ligeira
devastando todo o esquecimento
fazendo-me lembrar
recordar de quando chegava do trabalho
da maneira que me chamava
do orgulho que sentira ao me ver pela primeira vez na tv
das incansáveis vezes que disse ao mundo
"esse meniiiino..."
alongando "nino" e sem nunca completá-la
hoje, eu entendo
Teria orgulho de mim?
Pois aprendi a dirigir sozinho, você não estava do meu lado
Comprei meu carro, como sempre falei
Cheguei a idade adulta
E não me viu passar no vestibular
Não me viu cantar
E nem estava aqui quando eu voltei do outro lado do mundo
Quando sangrei por dentro,
quando ri até fazer xixi nas calças,
Quando deixei a tua casa para tentar a minha
E a benção...
você dormiu, pai, antes de eu lhe pedir...
[pra sempre, até um dia]
a benção pai.
[Feliz dia dos Pais...onde você estiver!]
Comentei muito de você nesses últimos dias
Talvez foi a saudade que bateu ligeira
devastando todo o esquecimento
fazendo-me lembrar
recordar de quando chegava do trabalho
da maneira que me chamava
do orgulho que sentira ao me ver pela primeira vez na tv
das incansáveis vezes que disse ao mundo
"esse meniiiino..."
alongando "nino" e sem nunca completá-la
hoje, eu entendo
Teria orgulho de mim?
Pois aprendi a dirigir sozinho, você não estava do meu lado
Comprei meu carro, como sempre falei
Cheguei a idade adulta
E não me viu passar no vestibular
Não me viu cantar
E nem estava aqui quando eu voltei do outro lado do mundo
Quando sangrei por dentro,
quando ri até fazer xixi nas calças,
Quando deixei a tua casa para tentar a minha
E a benção...
você dormiu, pai, antes de eu lhe pedir...
[pra sempre, até um dia]
a benção pai.
[Feliz dia dos Pais...onde você estiver!]
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Quinta-feira, Agosto 05, 2010
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7.15.2010
Pitangueira
Só pra deixar com água na boca o processo que resultará o Curta-Metragem: Pitangueira. Direção: Sami Makino.
Estou mergulhando em meu personagem: Márcio - o enfermeiro da clínica psiquiatrica, boa persona.....e por aí vai.
Estou mergulhando em meu personagem: Márcio - o enfermeiro da clínica psiquiatrica, boa persona.....e por aí vai.
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Quinta-feira, Julho 15, 2010
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7.08.2010
No rosto e no livro...
Vou te contar uma coisa, mas você tem que prometer que será segredo nosso, só nosso.
Sim você me pegou, pelos meus sentimentos, pelas minhas carências.
Se ouvimos a mesma musica, naquele instante, não foi o puro acaso, não foi.
Você me pegou na rodovia, me levou em algum canteiro e me salvou de um suicídio.
Naquele momento eu tive que te olhar, em meio a muitas informações, a tantas pessoas na estrada, eu tive que reparar em você.
E sim, você me pegou de jeito, no alvo certeiro, nem havia percebido direito e você estava lá, naquele altar, que eu montei.
Só não se assuste, por favor, não fuja.
Entre, fique a vontade, não vá embora sem eu te levar a porta, por que se não você não volta.
Você me pegou sim, me pegou, não em matéria física, em algo que transcende e que muito mais importa.
Sim, você começou a rascunhar e talvez não entendemos a obra de arte que se dará; talvez nem você, nem eu sabemos e nem podemos explicar.
Na rotação das horas, nos metrôs, nos trens, nas cadeiras de madeira, nas noites e galas, a gente se encontrou...e sim, você me pegou...
Pegou em música, em sons e palavras gentis, na educação, na maneira de agir...
Sim, você me pegou e agora? Pra que fugir?
Mude. Me assuste. Troque o fim é a hora.
Juntemos os mundos.
E agora?
Vamos fugir?
Juntos.
Sim você me pegou, pelos meus sentimentos, pelas minhas carências.
Se ouvimos a mesma musica, naquele instante, não foi o puro acaso, não foi.
Você me pegou na rodovia, me levou em algum canteiro e me salvou de um suicídio.
Naquele momento eu tive que te olhar, em meio a muitas informações, a tantas pessoas na estrada, eu tive que reparar em você.
E sim, você me pegou de jeito, no alvo certeiro, nem havia percebido direito e você estava lá, naquele altar, que eu montei.
Só não se assuste, por favor, não fuja.
Entre, fique a vontade, não vá embora sem eu te levar a porta, por que se não você não volta.
Você me pegou sim, me pegou, não em matéria física, em algo que transcende e que muito mais importa.
Sim, você começou a rascunhar e talvez não entendemos a obra de arte que se dará; talvez nem você, nem eu sabemos e nem podemos explicar.
Na rotação das horas, nos metrôs, nos trens, nas cadeiras de madeira, nas noites e galas, a gente se encontrou...e sim, você me pegou...
Pegou em música, em sons e palavras gentis, na educação, na maneira de agir...
Sim, você me pegou e agora? Pra que fugir?
Mude. Me assuste. Troque o fim é a hora.
Juntemos os mundos.
E agora?
Vamos fugir?
Juntos.
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Quinta-feira, Julho 08, 2010
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6.12.2010
Momentos Paulistanos *09
Ainda era outono, mas o frio castigava a cidade de São Paulo, com uma garoa fina, típica e característica da cidade. Ele acordou com os cabelos desgrenhados, olhou pela janela e o dia estava cinza e o vento balançava as arvores. Um banho demorado, uma roupa qualquer e sem nenhuma feição chegou ao escritório, cumpriu o ritual do "bom dia!", sentou-se a mesa e leu seus e-mails, como de costume. Goles de café para acordar, ou para se animar, pena que naquele dia ele não queria ser visto, não queria falar, não queria nada - ou tudo. Lembrou de sua vida pacata, de sua barba por fazer, dos dias neutros e dos filmes que assistira a semana anterior por não ter o que e com quem fazer. Brindou com a solidão a ausência do amor. Engoliu a valiosíssima champanha francesa com raspas de vidro. Reparou nas bocas falantes sem som a sua volta, mãos gesticuladas, barrigas por baixo de gravatas, cachecóis e copinhos de café a todo o momento sendo jogados no lixo. Observou o porta-retrato ao lado do seu monitor, ele abraçado por detrás dela, os dois sorriam numa paisagem exuberante; baixou a foto, baixou a cabeça, respirou fundo, subitamente virou-se para mesa detrás (dela) com a foto nas mãos e disse:
- Acho melhor a foto ficar com você. Acho melhor eu pedir as contas.
- Acho melhor a foto ficar com você. Acho melhor eu pedir as contas.
5.24.2010
Barulhos do quarto Vizinho. Cartas ao quarto.
Olá, como você está? Tenho sentido falta de você nesses dias, estava acostumada a ouvir os barulhos dos seus passos andando apressado pela casa. Eu queria dizer que estou bem, andei um pouco gripada por esses dias, por isso não apareci na janela como é de costume todas as tardes. Pensei em você, é, pensei sim, fiz chá de erva cidreira esses dias, eu sei que você gosta e eu adoro, reconheci que estava tomando chá de erva cidreira esses dias por que reconheço de longe. Te senti meio triste por esses dias, mais precisamente no domingo; desculpe a indelicadeza, mas já me acostumei a ouvir as musicas do Raul em ultimo volume, até aprendi a cantar uma das musicas e neste domingo você não ouviu Raul, ouviu Caetano, quase que não reconheci o volume estava baixo, sei que era Caetano por algum momento entendi os versos do leãozinho. Espero que já esteja melhor, me dói saber que está mal, por que quando você está triste, automaticamente, me faz também. O que aconteceu com tua mãe? Ai, olha eu novamente querendo me intrometer na sua vida, é que ela saiu cabisbaixa esses dias, encontrei com ela no elevador, nos cumprimentamos, ela mal levantou os olhos e estranhei, por que estou pra conhecer uma mulher alto astral e tão bem arrumada como sua mãe, sempre de sorriso largo, roupas coloridas, unhas vermelhas e muitas jóias. Em todo caso, mesmo sem saber o que houve, mande um beijo a ela, admiro muito sua personalidade. Ah, a sindica esses dias veio falar de você, disse que você tem andado com más companhias, duvidei um pouco, afinal, somos parecidos, tão solitários, logo disse a ela que não pensasse e fizesse mal jus de você, pois sei que tens chegado tarde da noite por causa da pós-graduação e que umas cervejas a mais não faz mal a ninguém; e você é jovem, bonito, com esses cabelos cacheados, essa barba por fazer, que cá entre nós te deixa extremamente sexy, tem que curtir mesmo, só não te convido para um whisky qualquer noite dessas por que tenho tomado remédio, ando com umas dores de cabeça constantes, achei que podia ser sinusite, mas o médico disse que pode ser stress ou algo relacionado ao sistema nervoso, acho difícil, pois o único nervoso que tenho passado é com a falação da senhora do 33 e com os interfones da sindica reclamando do meu gato. Aliás, desculpe, fico até envergonhada, pelo vaso de flores de sua varanda que ele derrubou esses dias, ia limpar, só não limpei porque quando fui pra tentar me explicar você estava saindo com aquela moça bonita, bem afeiçoada, ela faz pós também? Ai, desculpe, olha eu querendo saber da sua vida mais uma vez, só achei que ela é um pouco diferente de você, acho que você precisa de uma moça mais bonita, charmosa, que saiba cozinhar, cuidar de você com carinho e que além de tudo, goste de seus defeitos e suas manias, mesmo sem ter trocado contigo uma conversa com mais de três diálogos e ainda assim pensa em você todos dias e todas as horas; uma moça dedicada e que saiba de Grotowski a Paulo Coelho, que ouça Dalva de Oliveira nos dias cinzas e grite desafinadamente, do quarto do lado, algo como: maluco beleza...Olha eu aqui, achando, querendo, desculpe...sou uma estabanada, eu só queria dizer que confundiram sua conta de água com a minha e ela está junto desse bilhete, espero que não pise nela quando abrir a porta. Um grande beijo. Ap. 25.
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Adriano Veríssimo
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Segunda-feira, Maio 24, 2010
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4.26.2010
3x A Igreja do Diabo
Até que enfim...chegamos ao resultado da Oficina "3 em 1" do Projeto Interações Estéticas do Teatro Commune. Agora chegou a hora de gozar.
-4.jpg)
Quem puder prestigigar, está convidado!
Beijo
c/ amor, carinho e respeito.
-4.jpg)
Quem puder prestigigar, está convidado!
Beijo
c/ amor, carinho e respeito.
telegrafado por
Adriano Veríssimo
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Segunda-feira, Abril 26, 2010
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4.03.2010
Sábado..Aleluia!
Eu nunca vou interferir na vida ao ponto de tirar sua liberdade.
Eu sempre espero ser tratado com "amor, carinho e RESPEITO".
E eu não queria dormir, eu queria ouvir e ser escutado, porém eu tive que mentir, a muitos eu menti, mas os seletos sabem, que eu não dormi
Os olhos de Iemanjá lá de Boa Viagem me vieram na conversa, e revelou o que eu não tinha entendido, agora entendo, mas não sei o que sinto.
As palavras da amiga Bruxa e o contexto umbandista, nos fizeram até o cansar dos corpos a escutar e entender o que mais ninguém entende.
O que fazer a um filho de Oxossi? A filha exata de Iansã? E a doçura de Ogum? É bom saber para melhor lidar.
"É bom saber para melhor lidar"
E nesse tempo todo ainda não chovia.
Na cama ao som de Bethânia, notas musicais em meio ao silêncio da cama de casal a dois. Não era briga, nem mágoa, era reflexão.
Logo pela manhã, a confirmação: Pessoas boas, sofrem mais.
"Tá doendo?" Perguntou. "Não, só estou leve e estar leve agora incomoda mais do que o peso que venho carregando a tempos" Respondeu.
Conclusão na descida da ladeira: Gosto de ir aonde dói. ....... #bomdia

........
Postado no twitter/adriverissimo
03/04/10
Eu sempre espero ser tratado com "amor, carinho e RESPEITO".
E eu não queria dormir, eu queria ouvir e ser escutado, porém eu tive que mentir, a muitos eu menti, mas os seletos sabem, que eu não dormi
Os olhos de Iemanjá lá de Boa Viagem me vieram na conversa, e revelou o que eu não tinha entendido, agora entendo, mas não sei o que sinto.
As palavras da amiga Bruxa e o contexto umbandista, nos fizeram até o cansar dos corpos a escutar e entender o que mais ninguém entende.
O que fazer a um filho de Oxossi? A filha exata de Iansã? E a doçura de Ogum? É bom saber para melhor lidar.
"É bom saber para melhor lidar"
E nesse tempo todo ainda não chovia.
Na cama ao som de Bethânia, notas musicais em meio ao silêncio da cama de casal a dois. Não era briga, nem mágoa, era reflexão.
Logo pela manhã, a confirmação: Pessoas boas, sofrem mais.
"Tá doendo?" Perguntou. "Não, só estou leve e estar leve agora incomoda mais do que o peso que venho carregando a tempos" Respondeu.
Conclusão na descida da ladeira: Gosto de ir aonde dói. ....... #bomdia

........
Postado no twitter/adriverissimo
03/04/10
3.23.2010
Pirilim
Alento
Aconchego de mim,
Tu, que foi e nada mais é
que um encontro de mim
Uma parte de mim, uma celula de mim
Assim
Uma pedra de anim, de mim, que nada mais é
Chamejante
Fitando, flertando, namoricando
Nada mais é que um momento em mim
dos bons que foram e não voltam mais aqui
Aqueles que tomaram parte de mim
de mim, aqui, assim.
Menino
do rio, do frio, da flor vermelha que surgiu
Da parte branca de mim
assim, do nosso começo e sem prévia de fim
risos da consolação ouvindo partimpim
você, de mim, eu, de mim,
na gamgorra ouvindo você dizer:
sim pirilim!
***
(Adriano Veríssimo)
Aconchego de mim,
Tu, que foi e nada mais é
que um encontro de mim
Uma parte de mim, uma celula de mim
Assim
Uma pedra de anim, de mim, que nada mais é
Chamejante
Fitando, flertando, namoricando
Nada mais é que um momento em mim
dos bons que foram e não voltam mais aqui
Aqueles que tomaram parte de mim
de mim, aqui, assim.
Menino
do rio, do frio, da flor vermelha que surgiu
Da parte branca de mim
assim, do nosso começo e sem prévia de fim
risos da consolação ouvindo partimpim
você, de mim, eu, de mim,
na gamgorra ouvindo você dizer:
sim pirilim!
***
(Adriano Veríssimo)
telegrafado por
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Terça-feira, Março 23, 2010
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2.25.2010
O mar onde te encontrei

Cantando na beira da praia
Escrevendo poemas na areia
As ondas do mar batia na emoção
Meu pobre coração se pôs junto com o sol
Fazendo, correndo, amando
Juntando o azul do céu com verde dos teus olhos
E em você,
o mar onde te encontrei
Era lindo de se ver
Podia me aquecer
Queria incendiar
Lá eu pude ver
te reconhecer
Lá eu aprendi amar
[Adriano Veríssimo]
telegrafado por
Adriano Veríssimo
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Quinta-feira, Fevereiro 25, 2010
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1.22.2010
Sou Vaqueiro
Do canto ao vento
em meio a nada,
nem relento
voz trêmula, forte, quase aguda
canta Geni, canta Gerusa
encaminha, como postal
várias cabeças
em meio delas uma vaca
em busca da água em tempos de seca
Conduz alto, às vezes em laço
no rosto bronzeado a feição do cansaço
e canta forte, bonito
ludibria os bois e leva-os para o infinito
só não há gritos
apenas lamentos se morre um de seus filhos
aboia, aboiador!
laça um, grande vaqueiro!
nesse sertão-urbano
nasce mais um amor
e dentro de mim o apresso
faça de mim um canto tristonho, poderoso
andaremos juntos
de mãos dadas, carne, unha e osso
nasça num parto de mim
esse novo canto, esse doce aboio.
A.Verissimo
[inspirado no meu novo trabalho teatral - em montagem]
em meio a nada,
nem relento
voz trêmula, forte, quase aguda
canta Geni, canta Gerusa
encaminha, como postal
várias cabeças
em meio delas uma vaca
em busca da água em tempos de seca
Conduz alto, às vezes em laço
no rosto bronzeado a feição do cansaço
e canta forte, bonito
ludibria os bois e leva-os para o infinito
só não há gritos
apenas lamentos se morre um de seus filhos
aboia, aboiador!
laça um, grande vaqueiro!
nesse sertão-urbano
nasce mais um amor
e dentro de mim o apresso
faça de mim um canto tristonho, poderoso
andaremos juntos
de mãos dadas, carne, unha e osso
nasça num parto de mim
esse novo canto, esse doce aboio.
A.Verissimo
[inspirado no meu novo trabalho teatral - em montagem]
telegrafado por
Adriano Veríssimo
at
Sexta-feira, Janeiro 22, 2010
11
telégrafos
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1.15.2010
Bambolê
respirar fundo
então é encher os pulmões de alegria, esperança e
saber que tudo é novo
os caminhos
as bossas
as mechas
o peito, de antes, resfriado
hoje, é novo, amado
e respirar fundo
e sentir, que tudo é novo
novo
de tão novo
não abri a embalagem
[leia agora debaixo para cima]
Como pode ver tudo é ciclico. Tudo vai e volta. Tenho sentido o gosto disso, do que foi, voltar, mas este ano não, este é novo, e estou eu aqui, um ano mais velho, porém, um ano mais novo que o ano que vem e com muito gás, obrigado.
Vambora 2010, vamo arrepiar!
então é encher os pulmões de alegria, esperança e
saber que tudo é novo
os caminhos
as bossas
as mechas
o peito, de antes, resfriado
hoje, é novo, amado
e respirar fundo
e sentir, que tudo é novo
novo
de tão novo
não abri a embalagem
[leia agora debaixo para cima]
Como pode ver tudo é ciclico. Tudo vai e volta. Tenho sentido o gosto disso, do que foi, voltar, mas este ano não, este é novo, e estou eu aqui, um ano mais velho, porém, um ano mais novo que o ano que vem e com muito gás, obrigado.
Vambora 2010, vamo arrepiar!
telegrafado por
Adriano Veríssimo
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Sexta-feira, Janeiro 15, 2010
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