7.07.2009
Não é amnésia!
Me vieram as palavras e eu esqueci de escrever. Não me lembro mais. Foi como um sonho e eu mexi nos cabelos quando acordei, creio que por isso esqueci. De não dizer nada, eu esqueci. Esqueci que minha mão percorreu, e meus pêlos e poros suaram por este. Eu esqueci, só me lembro que...me vieram as palavras, mas eu esqueci.
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Adriano Veríssimo
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Terça-feira, Julho 07, 2009
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6.30.2009
TEU NOME
"O teu nome combina com a minha dicção e com minha retina."
(A. Veríssimo)
(A. Veríssimo)
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Adriano Veríssimo
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Terça-feira, Junho 30, 2009
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6.18.2009
Uma frase de efeito, hoje...
“Às vezes eu queria não ter te conhecido. Assim eu poderia ir dormir à noite sem saber que tem alguém como você por aí”
(Frase do filme: Gênio Indomável)
(Frase do filme: Gênio Indomável)
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Adriano Veríssimo
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Quinta-feira, Junho 18, 2009
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6.04.2009
Uma canção lenta...
lembro
que já vivemos sim
e morremos um pro outro também,
veja bem a distância é assim:
velamos hoje e quem sabe amanhã, o enterro.
tudo o que me fez, me fez viver, me fez chorar,
em mim muito doeu,
mas nada...nada aqui dentro de mim pode mais sangrar.
eu sei, você não diz,
eu sei que você chorou.
meço, mas peso com minhas palavras
e a mágoa que tens de mim, é o tamanho
do que sinto, incertamente, hoje por você.
sinto falta do seu olhar,
mas só por um minuto,
a saudade que eu tenho,
é longa, dura...dura o tempo de uma canção.
um ano se passou
e nada, nada...nada que passou adiantou, só
fotos, ilusões
de uma vida certa, incerta, mala aberta, sonhos, coração,
tudo em vão,
mas não tem revolta não, eu só quero você se encontre,
saudade até que é bom, é melhor do que andar vazio;
ouço mais essa e não sinto,
ando anestesiado em meu jazigo,
se quiser, mande flores,
é o que resta em meio as dores.

(Adriano Veríssimo 12/05)
que já vivemos sim
e morremos um pro outro também,
veja bem a distância é assim:
velamos hoje e quem sabe amanhã, o enterro.
tudo o que me fez, me fez viver, me fez chorar,
em mim muito doeu,
mas nada...nada aqui dentro de mim pode mais sangrar.
eu sei, você não diz,
eu sei que você chorou.
meço, mas peso com minhas palavras
e a mágoa que tens de mim, é o tamanho
do que sinto, incertamente, hoje por você.
sinto falta do seu olhar,
mas só por um minuto,
a saudade que eu tenho,
é longa, dura...dura o tempo de uma canção.
um ano se passou
e nada, nada...nada que passou adiantou, só
fotos, ilusões
de uma vida certa, incerta, mala aberta, sonhos, coração,
tudo em vão,
mas não tem revolta não, eu só quero você se encontre,
saudade até que é bom, é melhor do que andar vazio;
ouço mais essa e não sinto,
ando anestesiado em meu jazigo,
se quiser, mande flores,
é o que resta em meio as dores.

(Adriano Veríssimo 12/05)
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Quinta-feira, Junho 04, 2009
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5.19.2009
Louco em Devaneio
Hoje vasculhando na net, encontrei uns poemas, umas frases minhas no site "Recantos das Letras", onde me cadastrei e postei algumas coisas em 2006. Posto agora algo que escrevi, achei forte e foi bom lembrar da época que escrevia irregularmente, sem medo, sobre qualquer coisa.
"Maldita cobrança de sempre ser melhor"
Louco em Devaneio
Não quero pensar nisso hoje,
nem amanhã,
nem depois de amanhã,
porventura os dias seguintes
seriam capazes de me devolver a paz?
estou tonto,
tonto de tanto pensar,
de tanto agir, ou das duas coisas.
Meus pés perdem as calçadas
e as ruas sempre são
curvas irregulares
que insistem em levar-me para algum lugar.
o coração pulsa, como pulsa o sangue
que corre pelas veias,
pulsa como as batidas dos sinos
que tocam em meus ouvidos
surdos de tanto ouvir
as meras palavras
de pobres e infelizes seres humanos
que não sabem o que os espera
eu sei viver a vida
da vida que me é posta a prova
sei corrigir com lápis
as alucinações dos pesadelos
de um sono sem fim
acordo! vivo!
eu apenas estou aqui
metódico, almejante mas sem força
de lutar a favor da podridão
das ratueiras armadas no cérebro
imbecíl, de quem mal sabe abrir a porta
que não sabe gritar ao mundo
ou gritar ao mundo do seu próprio eu
seriam capazes de me devolver a paz?
roubaram-me e estou a procura do infeliz
que não sabe lutar pelos seus vãos argumentos
de homem, de mulher, de bicha, de animal
Estou tonto,
tonto de tanto pensar,
tonto de falar, ou das duas coisas.
digo pra quem quer me ouvir
a vida é sempre a mesma
desde a criação da terra,
os seres que tem patas
que comem, que sentem frio,
que sentem calor, que nascem de um outro ser
que se diz pensante
que se diz amante,
que se diz astuto,
somos os mesmos
os mesmos macacos irracionais
somos a mesma podridão
que se dissolve horas após
do coração que pulsa,
que faz o sangue correr pelas veias
pare de bater a seu favor.
Pare de bater nos elevados
da vida medíocre
dos poderes que achas que é suficiente.
Idiota!
Seja anormal por um dia,
por uma hora, por um segundo
e saberás que não existimos,
que não somos,
saberás que fomos,
saberás que nunca seremos,
nunca seremos mais do que
queremos ser.
(Adriano Veríssimo 16/09/2006)
....
Obs. Por agora só me desejo boa viagem!
"Maldita cobrança de sempre ser melhor"
Louco em Devaneio
Não quero pensar nisso hoje,
nem amanhã,
nem depois de amanhã,
porventura os dias seguintes
seriam capazes de me devolver a paz?
estou tonto,
tonto de tanto pensar,
de tanto agir, ou das duas coisas.
Meus pés perdem as calçadas
e as ruas sempre são
curvas irregulares
que insistem em levar-me para algum lugar.
o coração pulsa, como pulsa o sangue
que corre pelas veias,
pulsa como as batidas dos sinos
que tocam em meus ouvidos
surdos de tanto ouvir
as meras palavras
de pobres e infelizes seres humanos
que não sabem o que os espera
eu sei viver a vida
da vida que me é posta a prova
sei corrigir com lápis
as alucinações dos pesadelos
de um sono sem fim
acordo! vivo!
eu apenas estou aqui
metódico, almejante mas sem força
de lutar a favor da podridão
das ratueiras armadas no cérebro
imbecíl, de quem mal sabe abrir a porta
que não sabe gritar ao mundo
ou gritar ao mundo do seu próprio eu
seriam capazes de me devolver a paz?
roubaram-me e estou a procura do infeliz
que não sabe lutar pelos seus vãos argumentos
de homem, de mulher, de bicha, de animal
Estou tonto,
tonto de tanto pensar,
tonto de falar, ou das duas coisas.
digo pra quem quer me ouvir
a vida é sempre a mesma
desde a criação da terra,
os seres que tem patas
que comem, que sentem frio,
que sentem calor, que nascem de um outro ser
que se diz pensante
que se diz amante,
que se diz astuto,
somos os mesmos
os mesmos macacos irracionais
somos a mesma podridão
que se dissolve horas após
do coração que pulsa,
que faz o sangue correr pelas veias
pare de bater a seu favor.
Pare de bater nos elevados
da vida medíocre
dos poderes que achas que é suficiente.
Idiota!
Seja anormal por um dia,
por uma hora, por um segundo
e saberás que não existimos,
que não somos,
saberás que fomos,
saberás que nunca seremos,
nunca seremos mais do que
queremos ser.
(Adriano Veríssimo 16/09/2006)
....
Obs. Por agora só me desejo boa viagem!
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Terça-feira, Maio 19, 2009
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5.11.2009
Momentos Paulistanos *08

Noite num condomínio da periferia de São Paulo. As meninas novas, sabedoras de tudo e suas entranhas ardentes, conversam e riem; de um lado os meninos, do outro as meninas. Os meninos falam sobre o primeiro baseado, se mostram para as meninas, que por sua vez se fazem de desentendidas e apenas riem. De um lado é a "a irmã", de treze anos, do outro "o irmão", com seus dezenove, este por sinal, só ouvia as mentiras dos meninos, enquanto observava a reação de sua "irmã". O irmão, era dependente químico e viciado em sexo, mas era novo nessa turma, veio da casa de sua tia do interior, com quem morou quase a adolescência toda, foi expulso do colégio por atentado ao pudor a professora - enrabou-a enquanto ela procurava o giz que havia caído no chão.
A irmã, sempre muito tímida, sonhava em perder a virgindade com um rapaz bom, trabalhador e que eles tivessem mais de três anos de namoro, seria o suficiente para conhece-lo.
Naquela noite, ela entrou no banheiro para se banhar, o irmão entrou em seguida, impedindo-a de fechar a porta. Ela forçou, ele resistiu. Estavam só em casa, sua irmã mais velha, lésbica, tinha ido tocar num bar de Pinheiros; sua mãe viajado para a casa da avó para visita-la e seu pai, era falecido.
A irmã, teve medo, os olhos do irmão era assustador. Ele trancou a porta do banheiro, prendeu-a nos seus braços contra a parede e tapou sua boca.
Abaixou sua calcinha, ela chorava. Enfiou o dedo indicador na sua vagina - ela tremeu. Roçava sua jega, na bunda dela. Sussurrava malícias em seu ouvido. Botou-a de frente e apenas disse:
"Se você fizer algo, eu te mato, então faz tudo o que eu mando e goza...maninha!"
Virou-a de quatro. Meteu. Meteu. Sangrou. Meteu. Gemia. Ela gemia bastante e já chorava pouco. Eles se beijaram. Linguas, peitos, dor e paixão. Gozaram juntos.
Banharam-se. Se despediram com um beijo. Ele saiu, pra buscar o pó e ela chorou baixinho no quarto.
Ela escondeu de todos.
Meses depois. A bolsa estourou. Chamou sua irmã lésbica, e disse que ía ter o bebê. Ninguém sabia. A irmã, não entendeu.
Nasceu o bebê, menino, bonito, sem defeitos, sem roupas e sem enxoval.
A "irmã" apenas chorou quando soube o resultado:
ele "também" era soropositivo.
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Segunda-feira, Maio 11, 2009
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5.04.2009
É tão difícil
Me ensina?
Me ensina a não ser mais eu
Não quero muito
Me ensina a observar mais e olhar menos
Eu quero, mas...
É tão difícil
Por favor...
Por favor...
Me ensina?
.....
Me ensina a não ser mais eu
Não quero muito
Me ensina a observar mais e olhar menos
Eu quero, mas...
É tão difícil
Por favor...
Por favor...
Me ensina?
.....
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Segunda-feira, Maio 04, 2009
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4.27.2009
O Porre de Whisky
A esquiva tua, da bebida minha.
O olhar não encontrado, por entre verde sol e brancas mesas, grandes lenços de partida, bandeira branca aos próximos dias, pois não posso mais. O borbulho longo da água, dos segundos submerso, e a falta do nada, do nada que fez, do nada que poderia ter feito.
O esconderijo, do whisky, minha maldição. Os sentidos aflorados, os risos cortantes e as mãos femininas que amo; elas que me defendem, por isso as amo e as essas mãos sou grato. A elas que terão sempre meu coração, meu carinho e carícias.
Já a chatice, não esqueço.
A tua esquiva, meu porre, ao teu menosprezo, tua cova.
O olhar não encontrado, por entre verde sol e brancas mesas, grandes lenços de partida, bandeira branca aos próximos dias, pois não posso mais. O borbulho longo da água, dos segundos submerso, e a falta do nada, do nada que fez, do nada que poderia ter feito.
O esconderijo, do whisky, minha maldição. Os sentidos aflorados, os risos cortantes e as mãos femininas que amo; elas que me defendem, por isso as amo e as essas mãos sou grato. A elas que terão sempre meu coração, meu carinho e carícias.
Já a chatice, não esqueço.
A tua esquiva, meu porre, ao teu menosprezo, tua cova.
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Segunda-feira, Abril 27, 2009
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4.20.2009
A Noite
Alguém com cara de tampa de garrafa, uma mãe com seu bebê, feios, quase monstros. Ludibriar a alma com a profissão realizada, sem barreiras, sem inúmeras tentativas frustradas. O flash de um beijo longo, na boca carnuda, de gemido baixo, de ar na boca em cada respiração. O sexo oral, essencial para o gozo. Mudança de pensamento. São goles seguidos de vodka balalaika, com cara feia a cada golada e não dá para esquecer o riso estonteante dela, que atravessava a rua e gritava por mim do outro lado. E ele, que disse que me queria, de qualquer jeito, mas de qualquer jeito não pode ser, mesmo assim talvez eu fosse, se o pensamento não tivesse mudado e os nossos corpos entrelaçados, a pele branca e mulata, uma cor vanilla. O grito alto, do gozo, do desespero, do estômago, do pau, ou...nada.
Silêncio. E o cachorro latiu lá embaixo. 03hs da manhã.
Quem nunca dormiu com fome?
Silêncio. E o cachorro latiu lá embaixo. 03hs da manhã.
Quem nunca dormiu com fome?
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Segunda-feira, Abril 20, 2009
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4.16.2009
Oxalá
Os eixos se encaixando e a vida começa a ter forma novamente; o que antes era desespero, agora é noite de sono profundo. Os olhos estranham as manhãs, mas esperançosos dos longos dias que virão e eles reluzam a felicidade de seu dono.
Oxalá tivesse desistido, oxalá houvesse outra maneira, oxalá que as coisas aconteçam, pois o pior já passou.
Pensamento nessa manhã de céu cinza, na varanda de casa:
"Os dias mudam
e a gente pode sofrer no caminho,
mas repare......
Os pássaros ainda cantam!"
Oxalá tivesse desistido, oxalá houvesse outra maneira, oxalá que as coisas aconteçam, pois o pior já passou.
Pensamento nessa manhã de céu cinza, na varanda de casa:
"Os dias mudam
e a gente pode sofrer no caminho,
mas repare......
Os pássaros ainda cantam!"
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Quinta-feira, Abril 16, 2009
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4.08.2009
Novo Caminho...
São horas, inúmeras, vividas no mesmo lugar. Pronto. Está pronto. Preciso mudar. Pronto. Está pronto. Vou pra lá e deixo aqui minha infância, os riscos de giz de cera na parede, as corridas pelo corredor, a coleção de tatu-bola, os cachorros que tive, os churrascos aos fins de semana, o riso estonteante dela, as pisadas fortes no meu teto, o pedaço de folha pedido pelo pequeno num domingo de manhã e o rostinho que muda meu dia, todos os dias. Pronto. Estou pronto. As horas, inúmeras horas que me fizeram, que marcaram minha vida, minha infância, minha santidade. Aqueles dias de muito choro, choro das partidas, que doeram, e doem. Comemorações inúmeras, o canto que eu pintava minhas telas e os abraços e beijos dela, que mais amo nesse mundo. Grito por ela. Sempre gritei por ela, ela que me ensinou a não mexer em nada na casa dos outros. Ela que me ensinou a ser honesto, a qualquer custo. Ela que me fez ritualístico, em querer respeitar o que é lar e não apenas moradia. Ela que faz chá quando estou gripado. Ela que exige respeito, mas respeita o menino, seu filho menor.
Pronto. Estou pronto. Olhando para casa, respirando fundo, colocando o chapéu, pegando a mala e seguindo para o que a vida tem a me oferecer. Sozinho.
Pronto. Estou pronto. Olhando para casa, respirando fundo, colocando o chapéu, pegando a mala e seguindo para o que a vida tem a me oferecer. Sozinho.
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Quarta-feira, Abril 08, 2009
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3.31.2009
É sempre assim...
...Mexeu comigo
Comigo foi igualzinho
Igualzinho no cantinho
No cantinho um jeitinho
Um jeitinho que mexeu comigo...
Comigo foi igualzinho
Igualzinho no cantinho
No cantinho um jeitinho
Um jeitinho que mexeu comigo...
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Terça-feira, Março 31, 2009
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3.21.2009
Carta ao Pai
Pai, eu tenho medo de nascer. Eu tenho ouvido que lá fora é homem que mata homem por nada, que as mulheres não cuidam dos filhos, elas batem, elas matam também, elas não querem ser mãe. Ai pai, esses dias um amigo meu que estava para nascer e foi morto, a mulher que o teria, que ele chamaria de mãe, o destruiu ainda na barriga, e ele estava tão feliz pai, tão feliz, ele ansiava este mundo cinza de guerras.
Eu tenho medo Pai, eu tenho medo da fome, dos dias quentes sem fim e da sede humana pelo dinheiro. Ouvi esses dias na televisão, que o ser humano não conhece mais, não ama mais, ele ama por uma máquina, ele virtualiza sua vida e ama através de um computador, eu não queria ser amado por foto Pai, eu queria ser conhecido e pêgo no colo, receber carinho de minha mãe...será que ela vai gostar de mim Pai? Ouço ela dizer que me ama, mas ela nem me conhece ainda; e se ela espera que seja um menino forte, grande, bonito, de olhos claros? Ai Pai, me deixa viver aqui pra sempre, aqui pelo menos eu não me afogo em lágrimas e nem sofro desilusões. Às vezes Pai, eu ouço brigas, será que os meus futuros pais, se odeiam? E se me odiarem? Ai não gosto de brigas, eu não gosto de nada disso; eu queria era brincar no parque, chupar sorvete, me disseram que é bem gostoso, ah também queria brincar na chuva e escorregar na lama. Eu queria um cachorrinho, mas já ouvi minha mãe dizer que odeia animais. Eu queria ser uma criança feliz Pai, será que vou ser? Ai e a hora do parto? Será que eu aguento, eu tenho medo do tapa que o médico dá e me disseram também que é muito frio, que pela primeira vez vou me sentir sozinho e desamparado. Pai, me deixa ficar, eu tenho medo.
(silêncio)
Tudo bem Pai, eu vou, só me faça uma criança feliz e eu serei grato, prometo.
Pronto, estou pronto. Chegou a hora Pai. Vou nascer.
(Um choro agudo)

(baseado num conversa de amigos)
Eu tenho medo Pai, eu tenho medo da fome, dos dias quentes sem fim e da sede humana pelo dinheiro. Ouvi esses dias na televisão, que o ser humano não conhece mais, não ama mais, ele ama por uma máquina, ele virtualiza sua vida e ama através de um computador, eu não queria ser amado por foto Pai, eu queria ser conhecido e pêgo no colo, receber carinho de minha mãe...será que ela vai gostar de mim Pai? Ouço ela dizer que me ama, mas ela nem me conhece ainda; e se ela espera que seja um menino forte, grande, bonito, de olhos claros? Ai Pai, me deixa viver aqui pra sempre, aqui pelo menos eu não me afogo em lágrimas e nem sofro desilusões. Às vezes Pai, eu ouço brigas, será que os meus futuros pais, se odeiam? E se me odiarem? Ai não gosto de brigas, eu não gosto de nada disso; eu queria era brincar no parque, chupar sorvete, me disseram que é bem gostoso, ah também queria brincar na chuva e escorregar na lama. Eu queria um cachorrinho, mas já ouvi minha mãe dizer que odeia animais. Eu queria ser uma criança feliz Pai, será que vou ser? Ai e a hora do parto? Será que eu aguento, eu tenho medo do tapa que o médico dá e me disseram também que é muito frio, que pela primeira vez vou me sentir sozinho e desamparado. Pai, me deixa ficar, eu tenho medo.
(silêncio)
Tudo bem Pai, eu vou, só me faça uma criança feliz e eu serei grato, prometo.
Pronto, estou pronto. Chegou a hora Pai. Vou nascer.
(Um choro agudo)

(baseado num conversa de amigos)
3.17.2009
...
...
Eu não preciso dizer o que sinto, nem muito menos fazer alguém entender o que passo. Estou em novos rumos, novos planos e em muito pouco tempo, gravem, muito pouco tempo, minha vida não será mais a mesma.
Transformação dá medo, porém melhor o medo, que a angústia que me toma nesses dias.
Hei de rir muito, hei de chorar sozinho no cantinho do meu quarto, mas hei de regozijar a vida e o suor dos dias quentes, e o calorzinho do cachecol dos dias frios; em novos lugares, novos ares, não mais os que passei minha vida toda.
Sê bem vinda, nova vida.
...
Eu não preciso dizer o que sinto, nem muito menos fazer alguém entender o que passo. Estou em novos rumos, novos planos e em muito pouco tempo, gravem, muito pouco tempo, minha vida não será mais a mesma.
Transformação dá medo, porém melhor o medo, que a angústia que me toma nesses dias.
Hei de rir muito, hei de chorar sozinho no cantinho do meu quarto, mas hei de regozijar a vida e o suor dos dias quentes, e o calorzinho do cachecol dos dias frios; em novos lugares, novos ares, não mais os que passei minha vida toda.
Sê bem vinda, nova vida.
...
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Adriano Veríssimo
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Terça-feira, Março 17, 2009
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3.10.2009
À dois Amigos
À um amigo
Mediando luz e sombra,
da cor parda, um semblante único, generoso,
encontrei nesta infinita procura
um batimento de compassos ritmados e sonoros. Encontrei.
Em dias de caus, são esses olhos que procuro entre luzes e faróis,
são seus abraços longos que necessito...
pele, pêlos, poros e a essência de nós.
Mirado ao mar, lançado aos seus segredos íntimos, suas lágrimas
doídas, me doem.
No meu mar, tu me invades com suas terras
e as marcas, pisadas, de um passado só, de um presente teu,
dos bons ventos, o amanhã.
Se faz presente em minha vida, pois preciso, sempre.
Sempre.
(Adriano Veríssimo)
.......
À você amigo
Em reverência ao mar,
entre pedras, arvoredos e algas marinhas
eu posso lembrar esses olhos grandes, que olham profundamente
que me levam a qualquer lugar e me trazem de volta em segundos.
Numa noite de lua, que seja, é sorriso que me leva a sonhos, a lembranças sem fim
de dias nevuosos, calorosos.
Brilho que radia em minha vida, que muda,
que emudece com um abraço, que lacrimeja com as palavras.
Essência de meus dias,
dos momentos que se foram, inesquecíveis, dos momentos
que são, impagáveis e dos que serão, que anseio.
De agora, penso, necessito, de você.
Sempre.
Sempre.
(Adriano Veríssimo)
.......
AMO VOCÊS!
Mediando luz e sombra,
da cor parda, um semblante único, generoso,
encontrei nesta infinita procura
um batimento de compassos ritmados e sonoros. Encontrei.
Em dias de caus, são esses olhos que procuro entre luzes e faróis,
são seus abraços longos que necessito...
pele, pêlos, poros e a essência de nós.
Mirado ao mar, lançado aos seus segredos íntimos, suas lágrimas
doídas, me doem.
No meu mar, tu me invades com suas terras
e as marcas, pisadas, de um passado só, de um presente teu,
dos bons ventos, o amanhã.
Se faz presente em minha vida, pois preciso, sempre.
Sempre.
(Adriano Veríssimo)
.......
À você amigo
Em reverência ao mar,
entre pedras, arvoredos e algas marinhas
eu posso lembrar esses olhos grandes, que olham profundamente
que me levam a qualquer lugar e me trazem de volta em segundos.
Numa noite de lua, que seja, é sorriso que me leva a sonhos, a lembranças sem fim
de dias nevuosos, calorosos.
Brilho que radia em minha vida, que muda,
que emudece com um abraço, que lacrimeja com as palavras.
Essência de meus dias,
dos momentos que se foram, inesquecíveis, dos momentos
que são, impagáveis e dos que serão, que anseio.
De agora, penso, necessito, de você.
Sempre.
Sempre.
(Adriano Veríssimo)
.......
AMO VOCÊS!
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Terça-feira, Março 10, 2009
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3.03.2009
Momento (Rápido) Paulistano
Puxa até que enfim consegui achar, dei uma puta volta.
Foi difícil?
Um pouco.
Senta.
Valeu!
(conversas e vinho)
Apaga a luz!
Foi difícil?
Um pouco.
Senta.
Valeu!
(conversas e vinho)
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Terça-feira, Março 03, 2009
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2.26.2009
Quarta-feira de Cinzas
Cinza. O céu daqui é cinza. Quarta-feira de Cinzas. Corpo cansado. Após um feriado cheio de informações, com amigos especiais, situações únicas; Apocalipse, Obama, conscIência amazônica, foram parte dos assuntos dos artistas reunidos. Nas redes, os dois, e a quebra do tabu. Fotos e cervejas e sol e dança a noite com direito a muita Maria Mole e risos sem fim. O batizado da senhora Ventura, a descoberta, pelo erro, de uma praia linda: Guaraú. A exploração pelas pedras e a linda vista do topo, com direito a vídeo bizarro.
As noites que duraram até o sol nascer e as olheiras das poucas horas dormidas. Os gritos loucos da amiga cozinheira e a ressaca boa, de uma noite louca. Praia podre, prainha e o encontro das águas. Ao som de Madonna, muita Madonna, todas as noites a chegada com a Madonna, cheira, fuma, bebe Madonna.
Amigos, amigos diferentes, a que fala, a que grita, o quieto, o desvairado, enfim, amigos que se encontram e não tem como não admitir que a viagem com eles é sempre inesquecível.
Sinto-me leve!
As noites que duraram até o sol nascer e as olheiras das poucas horas dormidas. Os gritos loucos da amiga cozinheira e a ressaca boa, de uma noite louca. Praia podre, prainha e o encontro das águas. Ao som de Madonna, muita Madonna, todas as noites a chegada com a Madonna, cheira, fuma, bebe Madonna.
Amigos, amigos diferentes, a que fala, a que grita, o quieto, o desvairado, enfim, amigos que se encontram e não tem como não admitir que a viagem com eles é sempre inesquecível.
Sinto-me leve!
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Adriano Veríssimo
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Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009
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2.13.2009
Vestido Estampando
Sabe essa foto grande aqui em cima, essa que estou com algumas correntes e de óculos escuro, pensando em algo? Do meu layout?
Foi tirada hoje. Exatamente hoje. Acorrentado, pensativo, de óculos escuro num dia chuvoso por causa do cisco nos olhos e pronto, prontíssimo para viajar, estar "a bordo de uma viagem sem fim".
Tirei essa foto hoje e fiz tudo que aqui está, hoje. Como um deus que fez toda a terra em sete dias. O número sete é cabalístico e pode contar muito; daqui a sete dias tudo isso aqui não será mais o mesmo, pois está as portas a festa da carne e eu não sou vegetariano, sou eu, Adriano, libriano, cabeça de pano, que sente raiva de vez enquando, que ri de vez enquando e que ama...nunca .
Os sete dias que vierem, serão difíceis, como talvez a quaresma católica e ritualística que chega depois da "carne", a quarentena, dita, maldita. Por menor seria uma quarentena sem nada, mas a vida é posta a prova a cada movimento e para viver é só abrir os olhos e que esta mesma vida fique completa é necessário haver os "ciclos", ciclos viciosos que todo ser recalcado passa.
Hoje ao tirar essa foto, com as correntes, mesmo com as mãos trêmulas, mal segurando o cigarro, encerrei um ciclo, para que o novo comece. E para a minha religião, a minha crença, Igreja dos Livros Mal Lidos e Amores Mal Vividos, é possível rolar na grama com quem já te esfregou a cara na lama, mas para isso é necessário mudar os ponteiros, acertar as horas e trocar as pilhas, justinho num segundo paralelo, o "tic-tac" volta a funcionar. É a ponte safena imaginária. O ciclo, dessa foto, fonte e demonstração desse espaço de meu mundo, inúmeras vezes surreal e alimento de informação, até para mim mesmo, que relembro situações por palavras torpes e inoportunas, ante sou eu, o mesmo, melhorado e revisado, talvez calejado, sob olhares vigilosos, sou eu o cabeludo de sempre, magrelo de sempre, amigo de sempre e com abraço e beijo quente como sempre.
Esse ciclo, por agora, se encerrou, o vestido estampado devolvido, agora, até o feriado, quarta-feira de cinzas e tá tudo acabado.
[suspiro longo e sem mais]
Foi tirada hoje. Exatamente hoje. Acorrentado, pensativo, de óculos escuro num dia chuvoso por causa do cisco nos olhos e pronto, prontíssimo para viajar, estar "a bordo de uma viagem sem fim".
Tirei essa foto hoje e fiz tudo que aqui está, hoje. Como um deus que fez toda a terra em sete dias. O número sete é cabalístico e pode contar muito; daqui a sete dias tudo isso aqui não será mais o mesmo, pois está as portas a festa da carne e eu não sou vegetariano, sou eu, Adriano, libriano, cabeça de pano, que sente raiva de vez enquando, que ri de vez enquando e que ama...nunca .
Os sete dias que vierem, serão difíceis, como talvez a quaresma católica e ritualística que chega depois da "carne", a quarentena, dita, maldita. Por menor seria uma quarentena sem nada, mas a vida é posta a prova a cada movimento e para viver é só abrir os olhos e que esta mesma vida fique completa é necessário haver os "ciclos", ciclos viciosos que todo ser recalcado passa.
Hoje ao tirar essa foto, com as correntes, mesmo com as mãos trêmulas, mal segurando o cigarro, encerrei um ciclo, para que o novo comece. E para a minha religião, a minha crença, Igreja dos Livros Mal Lidos e Amores Mal Vividos, é possível rolar na grama com quem já te esfregou a cara na lama, mas para isso é necessário mudar os ponteiros, acertar as horas e trocar as pilhas, justinho num segundo paralelo, o "tic-tac" volta a funcionar. É a ponte safena imaginária. O ciclo, dessa foto, fonte e demonstração desse espaço de meu mundo, inúmeras vezes surreal e alimento de informação, até para mim mesmo, que relembro situações por palavras torpes e inoportunas, ante sou eu, o mesmo, melhorado e revisado, talvez calejado, sob olhares vigilosos, sou eu o cabeludo de sempre, magrelo de sempre, amigo de sempre e com abraço e beijo quente como sempre.
Esse ciclo, por agora, se encerrou, o vestido estampado devolvido, agora, até o feriado, quarta-feira de cinzas e tá tudo acabado.
[suspiro longo e sem mais]
telegrafado por
Adriano Veríssimo
at
Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009
15
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2.11.2009
Munthel

Mil palavras, um gesto. Folhas na mesa e um cigarro aceso. Um filme pornô pra aliviar o desejo e o toque do celular barulhento, que toca e não atende. Vozes irritantes no ouvido. Inerte. Más notícias e a saudade do playmobil. Diante da situação, olho no olho, gemeu alto, esporrou e se limpou. Outro cigarro.
Deitado, de cueca. Pensou em tudo naquela hora, menos na pessoa que caminhava nua para o banheiro.
telegrafado por
Adriano Veríssimo
at
Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009
5
telégrafos
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2.09.2009
Caetaneando

Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto
chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
Um amor assim violento
quando torna-se mágoa
é o avesso de um sentimento
oceano sem água
Teu corpo combina com meu jeito
nós dois fomos feitos muito pra nós dois
Existe alguém em nós
em muitos dentre nós
esse alguém
que brilha mais do que
milhões de sóis
e a que escuridão
conhece também
Por entre fotos e nomes
os olhos cheios de cores
o peito cheio de amores vãos
eu vou
por que não, por que não?...
Me larga, não enche
você não entende nada e eu não vou te fazer entender
me encara de frente:
é que você nunca quis ver, não vai querer, não quer ver
Nas cinzas do meu sonho
um hino então componho
sofrendo a desilusão
que me invade
canção de amor, saudade
saudade
Eu te quero (e não queres) como sou
não te quero (e não queres) como és
Domingo é o fino-da-bossa
segunda-feira está na fossa
terça-feira vai à roça
Coisa mais bonita é você
assim, justinho você
Dorme que eu vou te velar
pela noite quieta
como a chama do luar
vela o sono dos poetas
Me senti sozinho
tropeçando em meu caminho
à procura de abrigo
ma ajuda, um lugar, um amigo
Você é meu caminho
Meu vinho, meu vício
Desde o início estava você
Vem meu amor
vem com calor
Não sou nem quero ser o seu dono
é que um carinho às vezes cai bem
Me diz:
Gosto de te ver ao sol, Leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba
Quem não rezou a novena de Dona Canô
quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
quem não amou a elegância sutil de Bobô
quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo
telegrafado por
Adriano Veríssimo
at
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009
2
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