12.27.2007

Aprendi com a vida, o meu jeito de viver...

O que eu não aprendi foi que pra ser homem, tinha que suportar uma lata de concreto e suar debaixo do sol. Saber que homem não chora, agüenta, firme. Meus pais não me ensinaram a sonhar, aprendi nos contos de fadas, que assistia sozinho, sem companhia, e ouvia minhas músicas, bregas, e pintava meus quadros, feios, e assistia as novelas, e almejava a tv, e queria os palcos e queria a vida, e queria ser feliz. Enclausurado, minha infância não foi nada invejável, porém não reclamo do que passei, das brigas que assisti, das bebedeiras de final de ano dos meus familiares, a minha solidão no quarto escuro, e a minha felicidade de dançar a noite toda, sem saber o futuro que estava por vir.

Não me ensinaram a olhar as nuvens e imaginar formas e imagens. Sonhava em andar de avião e colocar o braço pra fora da janela e pegar um pedaço da nuvem pra mim. Minha avó, como quase todas as avós, tinha aquele calendário com a imagem de N. Sra. Aparecida, e nessa imagem tinham vários anjinhos em volta, e ela em cima das nuvens, e eu imaginava, que quando andasse de avião, viria a imagem e muitos anjos em volta dela. Nunca achei a imagem bonita ou feia, sei da lenda que ela tem, mas esse misticismo, essa crença exarcebida, sempre me trás uma curiosidade para conhecer cada religião, ou cada ponto fixo de energia e crença. Quando cresci, e viajei de avião, não consegui pegar a nuvem, e nem vi os anjos, nem a imagem, mas o sonho continua.

Ninguém me ensinou a sentir raiva, mas já senti e muita, de pessoas que pensavam que a criança, que achava que era ator, que pensava que sabia alguma coisa, aquele mascote de grupo amador de teatro, que mal falava, resmungava, no entanto sabia de seus sonhos, e de seu caminho predestinado. Era rejeitado por alguns, sim, algumas meninas mais velhas, que eram putas, dadeiras, e que não gostava daquele menino prestativo. Alguns caras, bichonas, alguns dadeiros também, não fazia questão de um menino de onze anos num grupo, onde o gozo espirrava a torto e a direita. Eu agüentava, me divertia com algumas coisas, porém aguardei, e dessas pessoas, não me lembro, e nem me faz falta.

Não me ensinaram que o amor não tem por que e nem por onde, não tem tamanho e nem diâmetro. O amor chegou a mim há muito tempo, aos cinco anos de idade, ou aos seis? Não me lembro exatamente. Lembro-me apenas que minha mãe me pegou algumas vezes chorando, e eu não sabia o por que do choro, mas sabia que doía, doía muito. Eu desenhava, não sabia escrever, eu falava sozinho, eu sonhava, eu tinha minhas excitações, e como sempre, nunca medi esforço para demonstrar que aquela pessoinha, pequenina, criança como eu, era meu amor, e aprendi que crianças amam mesmo, elas são sinceras, pois não precisam de beijo, nem sexo. Elas gostam de cartas, elas gostam de assumir o tal namoro, elas sentem-se bem, por estar junto, e o sorriso de amor de criança é branco, como o algodão doce do céu da imagem do avião e da falta, da saudade que tenho do "amor inocente" que senti, e que ainda sinto.

(Adriano Veríssimo 26/12 14h40)

12.21.2007

Retrospectiva 2007

RETROSPECTIVA 2007

Espetáculos 2007: "O assassinato do anão do caralho grande" Bicha Lili (01/2007)
"Yerma" Macho (04/2007)
"Paixão de Cristo" Judas (04/2007)
"Fulana dos três santos" Janueldo (06-08/2007)
"Em um mar de Sangue, afogado" (07-12/2007)
"Balaio" Rei do Congo e Coro (08/2007)
"A Orquestra do Bicho Papão" Anjo Ariel (08/2007)
"Minha Nossa" Ramar-Remar-Rimar-Romar-Rumar (06-12/2007)
"O 3º Travesseiro" Padre (12/2007) Performance


Momento Marcante (teatro): Praça de Birigui, ultima apresentação, "Fulana dos 3 Santos".

Momento Amizade: Casa da Noemi (após aniversário de Mayara)

Dias Marcantes: Fim de Semana do meu aniversário (Mágico!)

Realização (conquista): Núcleo Estep

Um presente: DVD de Bethânia, Filipe Macedo (meu querido irmão!) e a Estrela de canela, Val Ribeiro (meu querido amigo).

Um amigo Revelação: Hugo Henrique

Uma amiga Revelação: Luh Quintans

Uma frase: "O preço da morte, é a tortura de viver" (Adriano Veríssimo)

Uma frase dedicada a mim: "“Nem palavras duras e olhares severos devem afugentar quem ama; as rosas têm espinhos e, no entanto, colhem-se" (William Shakespeare)

Uma transa: Praia de Taperapuã (Porto Seguro).

Um lugar: Arraial d´Ajuda.

Um sensação boa: Me assistir no Festival Internacional de Cinema de São Paulo, em Agosto deste ano.

Momento triste: Velório de minha Avó.

Perfume do Ano: Marina de Bourbon for Men

Show do ano: Maria Bethânia no Citybank Hall

Disco: "Mar de Sophia", Maria Bethânia.

Intérprete Nacional: Isabella Taviani

Intérprete Internacional: Julieta Venegas

Filme: "Perfume", direção: Tom Tykwer

Diretor (cinema): Ansgar Ahlers (Taxi to Daydreams)

Ator: Lee Thalor, "A Pedra do Reino"

Atriz: Lilih Curi, "Frida Kahlo"

Espetáculo: "Wotan", direção: Fabio Mazzoni e Sandro Borelli

Texto: "Minha Nossa", Carlos Alberto Soffredini

Livro: "Apartamento 41" Nelson Luiz Carvalho e "Pavilhão 9" Hosmany Ramos

Poesia: "Poesia" Antonio Vieira

Poesia minha: "Despido"

Blog: Alexandre Hallais - O casulo do Escritor
Kari - Botando pra Fora


Obrigado a todos que participaram da minha vida, mesmo que virtualmente.

Um Ótimo Natal e um Novo Ano com realizações fantásticas.

Como diz meu coraçãozinhu " BONS VENTOS "



Beijo

Adriano Veríssimo

12.18.2007

Perdido na Noite

A noite já não me interessa
Se você não é a buzina dos carros
Faróis acesos reluzentes
como você, altruísta.
Perdido, vago pelas ruas de São Paulo,
Leve!
Abnego meus anseios, pelos teus ombros.
As pick-ups e as luzes, o som alto e o absinto
não têm o mesmo sabor, a diversão
que tanto fazia bem
hoje é tormento de um paulistano
paulistano que não sofre, não vê,
se encontra, ama. Acho eu.
A sua boca não tenho
se é que algum dia tive.
As vésperas do Natal
E fico assim, solitário, na minha solidão.
Não estou bem, muito menos mal
com sono, talvez.
Mas tive a certeza, nessa noite
que você é o que falta para minha vida
ter o sentido que tanto procuro
tanto necessito
Fadiga!
Te vejo amanhã?
Que bom, talvez amanhã esteja melhor,
podendo disfarçar a falta que tua presença
me faz.
Perdido na noite, vago, sem você...
...infelizmente.

(Adriano Veríssimo)

12.13.2007

Roupa molhada...

Roupa Molhada

Vim aqui te ver, saber como você está
E percebo que está bem
Essas lágrimas nos teus olhos são nocivas,
tenho certeza que são da mais pura alegria.
Eu vim aqui por vir,
Não são o por que exatamente
Perguntei-me isso quando acordei
Sozinho na cama desarrumada por nós dois
Não precisa se incomodar, elas secam,
minhas roupas vão secar
a chuva já está passando.
Aceitaria despetalar cada flor, e o bem me quer
seria meu peito a retumbar
O mal, que me quer, não seria a ultima lembrança.
Eu sei
Você me disse, ou pelo menos, tentou dizer
na ultima vez...
sei que sou especial pra você,
sei que o que sente é forte,
mas não precisa repetir,
eu vim parar aqui por algum motivo
que não me lembro
talvez pelo amor
que ainda tenho.

( Adriano Veríssimo )

12.11.2007

Dentro do mar tem rio...

Esse post será grande, mas vale a pena ler.

Hoje explico o por que de tanto "Maria Bethânia" na semana passada. É que estava me preparando para o seu show no sábado, dia 08/12, no Citybank Hall.
Não seria pieguice alguma dizer que o show foi maravilhoso, e que tiveram vários momentos que saí de mim e viajei em outras dimensões. O show é poético, é forte, ainda mais que era dia de Iemanjá, então o público estava sedento e ela, Bethânia, radiante. Tive o privilégio de sentar na primeira fileira, com meu querido amigo Val. Puxa e como esse show foi marcante pra mim nesse ano de tantas lutas, tantos encontros e desencontros, ele veio para fechar com chave e com ouro esse ano. Val e eu, nos esbaldamos nessas duas horas de show, intenso, cada música, cada verso dito, cada poesia declamada.

E claro, é sempre um prazer expor aqui esses momentos bons da vida. Por isso, aí vai um texto do show, chamado Ultimatum. Esse texto foi o calafrio, o breu e a emoção, do momento.

Mandado de despejo aos mandarins do mundo
Fora tu reles esnobe plebeu
E fora tu, imperialista das sucatas
Charlatão da sinceridade e tu, da juba socialista, e tu qualquer outro.
Ultimatum a todos eles e a todos que sejam como eles todos.
Monte de tijolos com pretensões a casa
Inútil luxo, megalomania triunfante
E tu Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral que nem te queria descobrir.
Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
Que confundis tudo!
Vós anarquistas deveras sinceros
Socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhadores para quererem deixar de trabalhar.
Sim, todos vos que representais o mundo, homens altos passai por baixo do meu desprezo
Passai, aristocratas de tanga de ouro,
Passai frouxos
Passai radicais do pouco!
Quem acredita neles?
Mandem tudo isso para casa, descascar batatas simbólicas
Fechem-me isso a chave e deitem a chave fora.
Sufoco de ter só isso a minha volta.
Deixem-me respirar!
Abram todas as janelas
Abram mais janelas do que todas as janelas que há no mundo.
Nenhuma idéia grande, nenhuma corrente política que soe a uma idéia grão!
E o mundo quer a inteligência nova
O mundo tem sede de que se crie
O que aí está a apodrecer a vida, quando muito, é estrume para o futuro.
O que aí está não pode durar porque não é nada.
Eu, da raça dos navegadores, afirmo que não pode durar!
Eu, da raça dos descobridores, desprezo o que seja menos que descobrir o mundo novo.
Proclamo isso bem alto, braços erguidos, fitando o Atlântico
e saudando abstratamente o infinito.

(Ultimatum - Álvaro de Campos 1917)


"Amor é sede, depois de se ter bem bebido."


"Quando eu morrer, voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar."

"Pedrinha miudinha de aruandaê, lajedo, tão grande, pedrinha de aruandaê"


"Marinheiro, marinheiro, quem te ensinou a navegar? Foi o tombo do navio, foi o balanço do mar..."


"Debaixo d´agua tudo era mais bonito, mais azul, mais colorido, só faltava respirar, mas tinha respirar, todo dia..."

"Agora que agora nunca agora posso recuar, agora sinto minha tumba, agora tuma a retumbar.....Agora meu avô já vive, agora meu filho nasceu, agora o filho que não tive, agora criança sou eu..."



" É meu querido amigo, a vida nos proporciona momentos e pessoas assim, amigos, que não sabemos explicar, mas que são essenciais para a nossa felicidade..." Obrigado Val por ser quem és. "Amigo não se faz, reconhece..."
"O poeta é um fingidor, finge tão completamente, que a fingir que é dor, a dor que deveras sente..."


"Pensar em quem se ama, é como ficar a beira d´agua, esperando que o riacho, uma hora, esbarre de correr"


MOMENTO INESQUECÍVEL! SHOW GUARDADO AQUI DENTRO!

12.07.2007

Destinos Traçados

O dia-a-dia e a vida de ator nos prega algumas peças, e não falo de peça como espetáculo, digo peça de situações engraçadas. Como em todas as áreas, no meio da arte, é claro, existem alguns picaretas. Alguns que se passam por nomes conhecidos, ou montam em pessoas renomadas, pelo simples fato de achar que as pessoas caem nessas lorotas.
Carmen Amaral. Quem é essa? Ela se diz prima da Maria Adelaide do Amaral. Se diz. Ontem, meus amigos (Val Ribeiro, Alê Amazonas, Madú Ferreira e Fabrícia Nascimento) e eu, fomos participar de um teste, uma seleção para um espetáculo chamado "Destinos Traçados", nome bacana, eu pelo menos achei, forte, porém forte mesmo foi a lorota dessa tal, chamada Carmen Amaral. Digo a vocês, uma figura. A princípio, quando o Val e eu fomos chamados, por ela, para fazer esse teste, ela falou um pouco demais, se promovendo demais, logo disse para o Val "Não gosto dessas pessoas que falam demais, quem fala não faz, não é...", mas tudo bem, estava de folga ontem, não tinha ensaio e nem apresentação, nos encontramos e fomos rumo ao hilário, a cena imperdível. Convidamos duas amigas para participar (Madú e Fabrícia) e o Alê apareceu por acaso, e essa "maluca" já o colocou no elenco, só que ele nem sabia o que tava fazendo ali. Cena engraçada. Essa mulher falava pelos cotovelos, e se promovia, e se contradizia, falava mal dos globais, de teatro comercial, mas depois dizia que eles eram bons. Vou colocar como falas algumas situações. E só pra reforçar, Jô, era uma das duas amigas que estavam lá, dizendo ser atriz, duas jecas, perdoem-me.

Carmen - A gente vai dividi tudo igual. A gente vai levá lá pra fora, por que aqui no tendal num dá. Eu já apresentei aqui dez ano, e aqui num dá...
Adriano - Por que aqui não tem movimento, público.
Carmen - É isso. Tá vendo Jô!? (Jô balança a cabeça concordando) Maravilhoso! Disse tudo.
Adriano - Esse diretor, Jorge Santos, ele tá trabalhando agora? Ele já fez o que?
Carmen - Ele é diretor. Tá trabalhando com umas coisa, mas ele vai dirigi a gente e num vai cobrá nada. O cara é bom, tem uma bagage. Eu fiz um curta cum ele, maravilhoso. Ele tá dirigindo um curta...(tempo)...Não um looonga. É, maravilhoso, é isso, num é Jô? (Jô balança a cabeça concordando)..humildade.

(passado um tempo, e mais blábláblá)

Carmen - Essa peça a gente vai cobrá R$ 50,00, por que as pessoa não assisti peça de R$ 5,00, neh Jô?!
(Jô balança a cabeça afirmando)
Adriano - Eu só acho que é melhor ter público pagando R$ 5,00, ter uma boa repercussão, do que ser cobrado R$ 50,00 e ter meia-duzia. Afinal, o valor tem que estar de acordo com a qualidade do espetáculo.

Noooossa, depois disso a mulher virou um bicho comigo. Ela falava e falava e não olhava pra mim. E eu achando engraçado até um certo ponto, mas foi me irritando, afinal estava perdendo tempo com aquele blábláblá todo. Enquanto o Alê, nhonho, só ria e concordava, e o Val fazia uma cara de "é verdade", mas por dentro "que merda!", eu me irritava. E não aguentei:

Adriano - Carmen....Carmen...Carmen...(ela não deixava eu falar)
Carmen - Por que eu quero ganhar, por que tem muito playboyzinho de 15 anos que quer ter publico e ganhar merréca, gente que pensa pequeno, é bom saber, por que pessoa assim nem quero no meu elenco. Tô certa? Num tô Jô?! (Jô balança a cabeça concordando).
Adriano - Carmen? Dá pra ouvir agora? (já alterado) Eu escutei até agora esse um monte de baboseira...(ela continuava falando, resmungando)...Agora você vai ter que ouvir...
Carmen - Anh! Pode falar...mas pensa pequeno...(resmungando)
Adriano - Tá bom! Agora quem não quer falar com você sou, eu falo pra elas duas. Afinal se é um trabalho sem recurso, não tem que ficar pensando em grana. Isso é viver de ilusão. E não vou aceitar você dizer que não estou no seu elenco, afinal, eu nem sei que merda de trabalho é esse? Cadê esse diretor? (Carmen tenta começar a falar)...
Carmen - E nós três aqui vamo apresentar no Teatro Municipal dia 25.
Adriano - (dissimulado) Aé? Que bom. Eu vou assistir vocês.
Carmen - Não! Não vai, por que é fechado.

( Todos sabemos que no Municipal só tem apresentação de Dança, Ópera ou Orquestra. Se elas fizerem uma dessas coisas, eu digo, elas são completas - risos)

Adriano - Olha, eu não quero falar com você, te ignoro, tudo isso daqui é ridículo. Eu não fico numa porcaria de trabalho como esse. Aprenda a trabalhar, fale menos minha filha...(me levanto e junto o Alê e o Val, nisso aparece Madu e Fabrícia, perdidinhas. Enquanto isso o Alê fixo nela, pois mexia numa sacola, e ele com medo dela sacar uma arma, ele pronto pular nela e meter porrada se isso acontecesse - risos e risos - e eu nem prestando atenção nessas suas ações)...Adorei conhecer vocês duas, boa sorte nesse trabalho de vocês, se é que existe, e bom te conhecer Carmen, muito boa sorte pra ti...(saem os cincos)

Eu puto com toda aquela encheção, e ao mesmo tempo achando engraçado. E claro, não poderia acabar a noite sem uma cerveja e um café, todo mundo rindo muito dessa situação. Que, realmente, foi hilário.

"Maravilhoso! Disse tudo. Tá vendo Jô!? (Jô balança a cabeça concordando)"

Momento marcado pra história.

12.05.2007

Estréia - MINHA NOSSA

Chega aos palcos de São Paulo, depois de um longo processo, o espetáculo "MINHA NOSSA" de Carlos Alberto Soffredini, com direção de Renata Soffredini.



Elenco: Adriano Veríssimo, Alex Morales, Fernanda Sanches, Ian Soffredini, Jefferson Coimbra, Luh Quintans, Marina Bastos, Marcos Barros, Regina Arruda, Silmara Garciah, Silvio Giraldi e Soraia Revelino.

Direção Musical e Músicas: Maurício Caruso
Cenário e Figurinos: Anike Laurita
Iluminação: Leandro Luz
Preparadora Vocal: Ariane Pedra
Preparadora Corporal: Valeska Guarita
Preparação do Ator Linguagem Estética Soffredini: Eduardo Coutinho
Maquiagem: Luh Quintans



Horário: Quartas-feiras, às 22h30 Duração: 105 minutos
Preço: R$ 20,00

Abertura uma hora antes do espetáculo. Aceita dinheiro e cheque.
Aceita reserva por telefone. 14 anos.


Temporada: Estréia dia 5 de dezembro (imprensa) quartas-feiras, às 22h30 até 19 de dezembro. Em 2008, o espetáculo retorna aos palcos com apresentações nos dias 21 e 28 de janeiro, e 11 e 18 de fevereiro, segundas-feiras, às 21h.


Espaço dos Satyros II
Praça Roosevelt, 124


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CONTO COM VOCÊS POR LÁ!!


Beijo

Semana "Bethânia" - Última

Última

Poesia
Antonio Vieira

A nossa poesia é uma só
Eu não vejo razão pra separar
Todo o conhecimento que está cá
Foi trazido dentro de um só mocó
E ao chegar aqui abriram o nó
E foi como se ela saísse do ovo
A poesia recebeu sangue novo
Elementos deveras salutares
Os nomes dos poetas populares
Deveriam estar na boca do povo

Os livros que vieram para cá
O Lunário e a Missão Abreviada
A donzela Teodora e a fábula
Obrigaram o sertão a estudar
De repente começaram a rimar
A criar um sistema todo novo
O diabo deixou de ser um estorvo
E o boi ocupou outros lugares
Os nomes dos poetas populares
Deveriam estar na boca do povo

No contexto de uma sala de aula
Não estarem esses nomes me dá pena
A escola devia ensinar
Pro aluno não me achar um bobo
Sem saber que os nomes que eu louvo
São vates de muitas qualidades
O aluno devia bater palma
Saber de cada um o nome todo
Se sentir satisfeito e orgulhoso
E falar deles para os de menor idade
Os nomes dos poetas populares

( CD - Pirata 2006 )

12.04.2007

Semana Bethânia - Sexta

Sexta

Um encontro de dois
Olho a olho
Cara a cara
E quando estiveres perto
Eu arrancarei teus olhos
E colocarei no lugar dos meus
E tu arrancarás meus olhos
E colocarás no lugar dos teus
Então eu te olharei com teus olhos
E tu me olharás com os meus.


Texto de Moreno
( Disco Rosa dos Ventos - 1971 )

12.01.2007

Semana "Bethânia" - Quinta

Quinta

Eu quero ser possuída por você,
Pelo seu corpo,
Pela sua proteção e pelo seu sangue.
Me ama,
Eu quero que você me ame e
fique eternamente me amando dentro de mim,
com sua carne e o seu amor.
Eternamente, infinitamente dentro de mim,
me envolvendo, me decifrando,
me consumindo e me revelando.
Como uma tarde dentro do elevador no verão voltando da praia,
e você me abraçou e eu te abracei.
Quanto mais eu me entregava, mais nascia o meu desejo,
mais sobrava só o desejo e mais eu te
Queria sem palavras e sem pensamentos.
A vida inteira resumida só no desejo da tua boca dizendo o meu nome,
da tua mão conduzindo a minha mão,
Do teu corpo revelando o meu corpo
como se o mundo fosse pela primeira vez.
Você, meu ponto de referência nessa cidade !

Texto: Eu quero ser possuída por você de José Vicente
(Programa de Espetáculo do show Pássaro da Manhã - 1977)

11.30.2007

Semana Bethânia - Quarta

Quarta

Eu não sabia, tu não sabias
Fazer girar a vida com seu montão de
Estrelas de oceano entrando-nos em ti!
Bela, bela, mais que bela!
Mas como era o nome dela?
Não era Helena, nem Vera
Nem Nara, nem Gabriela
Nem Tereza, nem Maria
Seu nome, seu nome era...
Perdeu-se na carne fria
Perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia
Perdeu-se na profusão das coisas acontecidas
Mudou de cara e cabelos, mudou de olhos e risos,
Mudou de casa e de tempo
Mas está comigo está
Perdido comigo
Teu nome

Trecho do Poema Sujo de Ferreira Gullar
(Disco Maricotinha ao Vivo - 2002)

11.29.2007

Semana "Bethânia" - Terceira

Terceira

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liqüefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.
Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...

Trecho do texto: Pátria Minha de Vinícius de Moraes
(Disco Brasileirinho - 2003 )

11.28.2007

Semana Bethânia - Segunda

Segunda



Eu sei que atrás deste

Universo de aparências

Das diferenças todas

A esperança é preservada

Nas xícaras sujas de ontem

O café de cada manhã é servido

Mas existe uma palavra

Que eu não suporto ouvir

E dela não me conformo

Eu acredito em tudo,

Mas eu quero você agora

Eu te amo pelas tuas faltas,

Pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes

Pelas tuas loucuras todas, minha vida

Eu amo as tuas mãos

Mesmo que por causa delas

Eu não saiba o que fazer das minhas

Amo teu jogo triste

As tuas roupas sujas é aqui

Em casa que eu lavo

Eu amo a tua alegria

Mesmo e fora de si

Eu te amo pela tua essência

Até pelo que você podia ter sido

Se a maré das circunstâncias

Não tivesse te banhado nas águas do equívoco

Eu te amo nas horas infernais

E na vida sem tempo quando sozinha

Eu bordo mais uma toalha de fim de semana

Eu te amo pelas crianças e futuras rugas

Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas

E pelos teus sonhos inúteis

Amo teu sistema de vida e morte

Eu te amo pelo que se repete

E que nunca é igual

Eu te amo pelas tuas entradas,

Saídas e bandeiras

Eu te amo desde os teus pés

Até o que te escapa

Eu te amo de alma para alma

E mais que as palavras

Ainda que seja através delas

Que eu me defenda quando digo que te amo

Mais que o silêncio dos momentos

Difíceis quando o próprio amor vacila


Texto: Quando o Amor Vacila - Autor Desconhecido

(Disco Maricotinha ao Vivo - 2002 )

11.27.2007

Semana "Bethânia"

Começarei hoje uma semana dedicada a Maria Bethânia e suas poesias declamadas, que tocam, que são belas.

No final, falarei o por que dessa "semana Maria Bethânia".

Primeira

...Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.

Texto: Sou Eu Mesmo o Trocado de Fernando Pessoa
(Disco Maricotinha Ao Vivo - 2002)

11.12.2007

Dia-a-dia

Enxerguei em teus olhos o brilho que escondes
Teu sorriso de perfil também me faz sorrir
Em meio a tanta turbulência
de dias sem graça
que o vento faz questão de me trazer
o suor obrigatório que vivo em meio a esse inferno
de preocupações e sentimentos confusos.

Nos teus olhos me fixo,
a verdade escondida na caixa ao lado da cama
que me faz lembrar todas a manhãs
de que ainda vivo,
vivo nessa insensatez de luxuria e medo
Que a coragem me falta
para poder ser o grande homem que não almeja,
Conquista!

Lógico, ilógico, os dias tem sido assim,
mudam com o brilho dos teus,
pena que não posso arrancá-los para tê-los aqui
nas mãos, nos bolsos, pra mim.

Incoerência! Infrutífera mente humana,
leve e atordoada que adoece o coração,
tira os sentidos dos passos
que por caminhos incertos
titubeia e me trás a dúvida,
as perguntas de que não tenho as respostas.
Torturante!
Quanto maior a resistência para comigo mesmo,
mais doloroso o fio da tortura.

Vejo, revejo, penso, despenso o que não me agrada.

O tempo que bate no relógio é lento demais
para o tempo que necessito para realizar
tudo o que tenho. Tudo que preciso fazer.

Mas a esperança vem, e o conforto também,
trazendo-me minutos de bons suspiros
tirando de mim a fileira de cartas de espada,
trazendo a solução, o truco desse jogo
sem lógica e sem métrica,
que chamamos de "dia-a-dia".

( Adriano Veríssimo - 12/11 )

10.29.2007

Deixa Acontecer...

"Gosto das palavras, escrever
Gosto do que é belo
Versos, poesias e você!"

Senti como você é quente,
Sua perna tem um calor
Teu abraço é bom
que chega a boca com indeterminado
Sabor.

"Letras, frases, gestos,
Gosto do teu olhar
Teu sorriso e todo o resto
Tua presença em mim
É o que me faz pensar"

Rimos, sorrimos, nos emocionamos
Frida!
Quem poderia imaginar? Eu sou um dos que não imaginaria...
Sei o que pensa e fico imensamente feliz
Por te conhecer um pouco mais.

"Gosto da noite, da madrugada
Essa vontade louca que me leva sempre
a estar com você.

Gosto do mar, de vinho e violão
Canções ao luar
Todo essa nossa essência
Que me faz sonhar."

Ao fundo um música sutil, selava um momento
Bom, ruim, indeterminável, momento agradável
Noite fresca, o tempo e as situações favoráveis
Eu e você juntos, olho no olho
Juntos
Que bom!

"Estou ficando apaixonado, quase sem querer
Tudo o que eu mais gosto...
...Tudo o que eu mais gosto, inclui VOCÊ!"

Fui com o carro te vi no retrovisor,
Acenei, você acenou,
A lua testemunha
de nós, desse momento,
de nossas palavras
sem nenhum pudor.

10.16.2007

Na Febem...

(Escreverei agora, talvez, um dos maiores post que tive até hoje, mas vale a pena, pois não medi palavras...)

Nesse domingo fui me apresentar com o espetáculo a "Flor do Mandacaru" na FEBEM.

Domingo, um dia com tempo nublado, úmido, tudo favorecendo para um dia de descanso e filmes a tarde toda, mas tínhamos que nos apresentar na FEBEM do Brás, para meninos com média de 12 - 13 anos. Lá nessa unidade que apresentamos, é como um setor de triagem, ali vão os meninos que não receberam ainda julgamento, a permanência deles ali é de 03 meses, mas alguns ficam quase 01 ano.

Chegamos, esperamos um pouco, entramos e fomos revistados, tive que deixar minha mochila por que tinha um monte de coisa que não podia entrar (câmera, isqueiro, chave...). Subimos as escadas e por alguns segundos havia um silêncio sem fim, e as escadas eram no estilo giratória, então você olhava para cima, e via aquelas escadas girando em cima de você. Estava meio escuro, pois tinha uma janela, pequena, que dava uma certa claridade para os degraus.
Subimos as escadas, chegamos no UIP 10, onde íamos nos apresentar e tínhamos que passar por um guarda e era mais ou menos assim: ele abria a grade, entravamos, ele fechava aquela, e abria a outra, como uma gaiola, sabe!?. Naquele momento eu me senti mal, algum sentimento, uma sensação estranha, eu me arrepiava, e reparei cada canto, como se cada mínimo espaço tivesse algo. Comentei isso com o pessoal, e a Dolly (Larissa), também sentia essas sensações, uma hora nos olhamos e os dois com lágrima nos olhos. Mas teve um momento que quase não agüentei, foi quando vimos o primeiro menino, porque até então, não tínhamos visto nenhum.
Estávamos numa roda, esperando alguma coisa que não me lembro, enfrente a porta do refeitório, quando de repente sai um menino, baixinho, meio gordinho, com cabeça raspada, de cabeça baixa, com as mãos para trás (abertas) e pedindo "Licença Senhores, licença senhoras!", e essas palavras são ditas a todo momento, eles têm que repetir pra todo mundo que eles vêem.
Pois bem, começamos arrumar o espaço, e alguns dos meninos tinham que ajudar, a colocar biombos e tal. Aquilo me corroia, pois se via no olhar de cada um, a angustia e cara de sofrimento. Claro, que estão pagando pelo que fizeram, mas lá eles apanham e muito. O Vando, que é do elenco e dá aula de circo naquela e em outras unidades, nos contou depois, que tinha um menino lá que foi pego assaltando um ônibus, e tinham 02 policiais paisando, eles pegaram e bateram muito no moleque, que chegou lá na unidade arregaçado, com a perna quebrada e dopado de remédio não sentir dor; o moleque dormiu, e como eles acordam 04h30 da manhã, os funcionários (alguns filhos da puta!) chegaram gritando, acordando, como de costume, só que o moleque não acordou, por que estava dopado, e os caras puxaram o moleque - que estava "com aquela" perna quebrada - e como mesmo assim o moleque não acordava, pisaram na cabeça do moleque (quando ouvi isso, me veio um clarão na frente, fiquei sem pensar em nada, passado os segundos, tenha certeza, eu xinguei esses cara de todos os nomes possíveis, menos de "santo"). Essa é só mais uma dentre tantas. Afinal, os meninos apanham de cacetete, pedaço de pau, fio, tomam banham gelado no frio (isso se os funcionários estiverem de mal humor, que é quase sempre), e depois do banho gelado numa noite fria, eles dormem com 01 cobertor só - e o pior é que lá é gelado, o vento lá é mal circulado - lá, tapa na cara, é comum.














Voltando para apresentação, os moleques sentados no chão, acho que tinha uns 80 meninos, mais ou menos, e todos muito parecidos, acho que pela cabeça raspada, creio eu. Só que tinha um moleque diferente, um sentado na primeira fileira. No espetáculo eu tenho 03 aparições, e no meio da 2ª cena, de relance, eu vi aquele menino olhando diferente, diferente mesmo, não era um olhar maldoso, nada assim, de interesse, mas tudo bem, talvez fosse algo da minha cabeça. Depois eu ouvi a Dolly comentando várias vezes que ficou com a imagem de um menino na cabeça, e o Jheff também falou de um menino, e quando sentamos depois para conversar - foi foda! - Era o mesmo menino. Ele já tinha nos ajudado com os biombos, e na apresentação, ele marcou presença...(me emocionei agora)...

[suspiro pesado]

Puta, foi foda, porque arrepia de lembrar, estou desde domingo tentando digerir tudo isso. E assim, gostei muito da apresentação, pois foi um dos melhores e diferentes públicos que eu já me apresentei até hoje. Lá na Febem, já tem uma energia carregada, é tudo muito pesado, e chegar assim e fazer comédia para um público que não pode nem olhar para os lados, não é muito fácil. Mas eles riram, e creio eu que pelo menos por 02 horas fizemos aquele fim de semana diferente para aqueles meninos, que para muitos estão a margem da sociedade, estão sim, por que todos pensam que isso só acontece com quem se envolve. Que estar preso, é para quem vacila, eles vacilaram sim, mas não pense que você que tem sua "liberdade", não possa cair lá a qualquer momento.

Dizer que a justiça é errada ou que eles sofrem pouco lá dentro, é visão de quem nunca viu de perto um olhar de um menino de 12 anos, que errou cedo, que "talvez" tenha se arrependido, porém levando essa vida, que eles levam lá dentro, tenham a plena certeza, que tudo é uma semente, um aprendizado para que eles sejam um grande assassino, ou traficante, ou estuprador. Eles ficam meses, gravem isso, meses, sem se olhar no espelho; eles perdem a sua própria imagem. Ficam meses sem contado sexual, digo sem contado mesmo, sem punhetinha alguma, e aí? Como resolvem isso hein? Talvez quando saírem, estuprando uma prima sua...Que tal?

Erro de quem acha, que: tem que bater mesmo!. É sim, bate mesmo, é por que não é seu filho, seu irmão, seu amigo, ou VOCÊ. E se batesse ajudasse, acho que TODOS sairiam dali e mudariam de vida. Por que será então que o crime só aumenta? É por que o ódio cresce, a raiva predomina e a revolta é um troco.


Saí da Febem não agüentando mais estar lá dentro, mas eu sabia que eu ia sair...

( Adriano Veríssimo )

10.10.2007

Sem MEDO...


Essa semana, os assuntos estão girando em cima de uma palavra. A palavra é pequena, sem nuanças e discreta. Primeiro começou através de uma música que diz "AMAR é pra quem não sente MEDO". Essa música me fez arrepiar, refletir, e ficou marcada, mas foi uma música, marcante como tantas outras.

Depois ouvi uma amiga dizer que "meu olhar", depois de uma conversa que tiveram, sentia medo, era inseguro. Juntei então as palavras dela e a música e surgiu uma esperança, a força de quebrar o medo - puxa e como foi difícil, essas coisas não são assim. Entre sono e pesadelo, lembranças e calafrios, eu resolvi tomar coragem, quebrar o medo.

- Tudo bem, e aí? Decidi, e agora o que faço?

- Tomar atitude...

O medo voltou.

Acessei um blog desconhecido e falava sobre o que? Sobre MEDO...

- Mera coincidência!

E depois um outro, que indiretamente também falava sobre isso...

- Êee porra! O MEDO está em todo lugar e por que temos que ser tão covardes?

Desde de então tomei coragem, do olho no olho, da pouca voz na fala e o coração acelerado, com as mãos trêmulas. Posso até saber o que vou ouvir, mas prefiro as palavras amargas de um querer que não é o meu, do que a tortura de titubear tempos e tempos entre sono e sonho, entre vontade e receio, entre o dizer e calar.

- Foda-se! Tô pensando em mim nesse momento. E é isso o que vou fazer.
(Foto: Aulas de Circo com a Renee Bressan / ano 2006)

10.05.2007

Libra´s Day Party!

Hoje é meu dia,

Dia de festejar meus 22 anos!

O primeiro Parabéns recebi as 00h08 e o outro 00h30.

Minha noite foi mais gostosa, mesmo perdendo o sono...

Não importo com o sono neste dia...

Tenho mais 364 dias para dormir e pensar.

Hoje sorrio, curto, bebo e não penso.

Dia especial! Dia que não abro mão,

Pois tenho amigos especiais que não esquecem de mim...

...E me deixam assim, ainda mais feliz!

Sou libriano e não escondo,

Sou autêntico e não disfarço...

Libriano, ascendente em Touro e decanato em LIBRA...

Sou Libriano e duplamente vaidoso...

Qual o problema?

Hoje é meu aniversário...

...E eu posso tudo!

(risos)

9.27.2007

Despido

Despido


Essa noite me despi
fiquei nu
pra ti
Consenti
um sonho erótico
Não era amor
Nem puro sexo
Era entrega
e prazer
Me despi
de mim
Suei
Suamos
Pingamos
a cama era d´agua
o suor também
Nus estávamos
Latejando
o tempo
perigo
momento
calafrio
amor
selvagem
amor febril
sua prece ao ouvido
sussurros
suspiros
noite relaxante
e a lua cúmplice
de nós
amantes.


(Adriano Veríssimo)


9.25.2007

Bateu agora...

Bateu!
Bateu agora a vontade de te ver.
Bateu a coragem de dizer o que eu sinto.
De te fazer entender.
Bateu a vontade de dominar
e mandar se foder o que lhe prende
e não pensar no que me prende a você.

Eu não tô triste e nem tô deprê,
Só tomei coragem agora,
nesse frio, nessa tarde.
Eu quero você
e não medirei forças para te ter aqui comigo.

Bateu a luz do endoidecer,
Surtei num momento comum
e o comum não é você.

Te ter agora, e foda-se o mundo,
os conceitos, os preceitos e trejeitos.
Bateu um zunido em meu ouvido,
incomodo e encorajador.
Não pensarei em nada,
pois bateu agora
a vontade de dizer...

...TE AMO!

(Adriano Veríssimo)


* Tão mais aliviado agora..

Não aguento mais...

Foda-se o que eu disse....Não consegui cumprir!

Não me torturarei mais. Os dias estavam sendo difíceis de eu não poder falar sobre os meus sentimentos e sobre AMOR.

Rompo agora o que prometi...

9.22.2007

Água Limpa

O tempo é como rio onde banhei os cabelos...

...água limpa, que não volta, como não volta aquela antiga madrugada...

.............O brilho das estrelas, passou, no fundo de teus olhos cheios de sombra...

...mas o tempo é caminho, que caminha para o mar...Passa como passa o passarinho, a noite e o desespero.


Ah! todo tempo há de passar, como passa a mão e o rio que lavaram teu cabelo...

............Não tenhas medo, me dê a mão e o coração, me dê...A dor do nosso tempo é o caminho...

Amanhã que o seus olhos anuncia, passa como passa a agonia, passa noite e passa o dia, o mesmo dia derradeiro....

.......apesar de tanta sombra, apesar de tanto medo.


...................................................


" Estou tão bem, mesmo estando em Inferno Astral, me sinto distante deste trauma..."


Adriano Veríssimo

9.20.2007

Dia do Boi na Paulista

NO FAROL

Entre a pressa
Passos coloridos
Que apagam buzinas
Enfurecidas...
Com acordes de tambores
De côres...
e vestes de flôres...
Cifras miram para baixo e pro alto!
Com licença...
Vai passar... o Lira dos Autos!
O sinal abriu! Rápido! Corra!
O cinza voltou. O boi sumiu...
O relógio me manda apertar o passo
...e sair do compasso... da vida!

(Suseli Honório)

PS: O dia em que a Avenida Paulista parou para ver o grupo folclórico Lira dos Autos com seu boi, cores e tambores sorridentes.


"Nesse dia me senti livre, como não me sentia há um tempo. Poder correr pelas calçadas da Av. Paulista, parar nos faróis em pleno dia. Cantar bem alto, dançar, declamar, brincar, suar, rir e ser feliz. Ali me senti ator, me senti gente. Acabei aquele dia com dor de cabeça e com o pé machucado, mas não poderia ter sido melhor."

Adriano Veríssimo


( Na foto: Elton (de costas), Letícia, Douglas, (pouco ao fundo) Lirian, Terezinha, Jura e EU (com o boi).

9.19.2007

Vaffunculo

Não vou levantar bandeira alguma aqui. Só tenho uma coisa a dizer, esse país é uma merda, uma privada ambulante. Se tem algo bom aqui, é totalmente ofuscado por tudo que aqui acontece.

Gosto sim, dessa merda de país, afinal foi aqui que nasci. Mas não me agrada!

Sim, existem países piores, como também os de primeiro mundo. E aí!? Não se almeja sempre o melhor?

Jamais morreria pelo Brasil. O país morreria por mim? Ele quer é que eu me lasque, isso sim.

De saco cheio da injustiça, da desigualdade, da podridão, da política, das pessoas sem caráter e da merda que se diz "presidente".


Vaffunculo/Fuck you/Vete a la mierda/Vai se foder.

Em todas as linguas, para quem preferir...Putz, esqueci o presidente só lê assim: V-A-I-S-E F-O-D-E-R
E escreve assim: Vai ce fudê...Companheiro.

9.15.2007

Não falarei mais sobre AMOR

Decidi que não postarei, durante esse mês e o mês todo de Outubro, sobre AMOR. Nada que seja relacionado a isso. Reservarei meus "amores e meus sentimentos" e expor-me-ei reservadamente para alguns amigos.

Falarei aqui sobre tudo o que me for de contentamento, menos sobre amor. Mesmo em poesia, estarão presentes outros sentimentos e circustâncias antagônicas, menos o que recheia esse espaço, o AMOR.

Vamos ver no que vai dar.


= )


Com amor,

Adriano Veríssimo

9.12.2007

Love, Harmony and Colors

I believe that harmonies are colors

Every time I paint it sharpens my harmony

Yesterday I tried to paint you

But they colors weren't beautiful enough

Your love goes beyond what I can say


Love,

Adriano Veríssimo




9.10.2007

Perfume

Dentre esses dias, eu senti o seu cheiro. Não é um perfume específico, ou uma essência diferente, é simplesmente o "seu cheiro". Cheiro de corpo, cheiro de alma, cheiro de mim. Sabes que sou ligado a perfume, aos cheiros, e não me incomodei com seu cheiro, pelo contrário, me atraiu, como no filme que te indiquei. Não quero outros perfumes (amadeirados, florais, cítricos, vinhais...) queria poder (como no filme) guardar o teu cheiro pra mim, o teu perfume neutro e natural é que me hipnotiza e me faz querer-te mais.

[suspiro] Ai ai ai ! Como te quero....




Magic Weekend!

9.04.2007

Se eu não tiver você...

Sabe!? Eu quero ter nos braços alguém que não posso. Ou posso? Não sei. Entende minha dúvida?
[olho para o espelho]
Eu me acalmo, bebo algo, um gole de suco, e decido não pensar, que não terei seus olhos olhando para os meus.
[caminho alguns passos pelo quarto]
Sua boca. Ahhhh sua boca! Ela é linda, encaixe perfeito, como uma decoração facial feita por deuses.
[abro a janela]
Me arrepiei neste instante, não sei se foi um arrepio bom ou ruim, foi apenas um arrepio.
E o pior é que, se fecho os olhos vejo você, se ouço "aquela música" lembro de você, com seu jeito meigo e tímido, olhando para mim sem querer dizer nada, mas ao mesmo tempo eu entendendo tudo.
[ligo o som e coloco Alicia Keys]
Eu sofro, mas não sofro tanto, poderia sofrer mais, poderia ser como eu era antes, passaria por cima do tempo, dos compromissos para apenas dizer "Oi".
[Deito na cama]
Não faço mais isso, não te quero estranhar e não me quero iludir, quero estar com você, só isso e mais nada.
[Viro na cama e pego no sono]

9.03.2007

Momentos

Momentos

Tempo ou ocasião que alguma coisa
se faz ou acontece.
Explicado somente por ter existido ou existirá,
marcado nas lembranças
e nas fotos que fazemos questão de ter.

Amanhã alguns podem não lembrar,
outros podem sentir falta,
algumas outras sentem a necessidade da repetição,
e os mais sensíveis deixam bem guardado no coração.

Instante indefinido, apenas vivido,
Curtido com pessoas especiais
ou que a partir daquele "momento"
tornam-se parte de nossa vida,
seja para um futuro promissor
ou para estarem nos àlbuns de fotos dos melhores momentos.

E aqueles que são indispensáveis, essenciais?
Ahh! Esses são amigos do peito,
amigos que nos fazem bem a todo e qualquer instante,
Como um belo exemplo: Uma festa, um churrasco -
mesmo não tendo dormido e estando cansado -
a presença deles já nos faz bem.
Esses eu prezo, esses eu quero, esse são meus
e é difícil dividi-los,
por que eu os tenho bem guardados,
pois eles estão nos melhores "momentos"...
...que tive até hoje.
Esses são meus queridos amigos!
...............
Parabéns Mayara (Yaya) pelo aniversário! Parabéns Noemi pela pessoa que és e obrigado pelo espaço cedido! Parabéns Suseli e Genivaldo pela decoração! Parabéns ao Neco pelo som! Parabéns para o Renato e a Jura pelas bebidas!
Parabéns a todos que estavam e que fizeram essa festa, du caralho! E abraços especiais para: Hugo, Carolzinha, Elton, Bruninho, Mayara, Noemi, que com energia, continuamos a comemorar o dia todo de domingo com direito a churrasco e boas risadas...rs
Perfect Weekend !
Beijo,
Adriano Veríssimo

8.31.2007

Lugares Proibidos

" A você que me dedica o pôr-do-sol de um Domingo inexpllicável e eu te dedico a lua de um Sábado longe de ti.
O que acontece entre nós não entendo, e não quero entender, vou deixar a razão muito longe disso tudo. Estou extasiado! E as palavras somem quando não tenho o tal do teu Beijo..."


Lugares Proibidos
(Helena Elis)

Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já
Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem data
Chega mais cedo amor
Eu finjo que não esperava
Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já


Beijo no coração,

Adri Veríssimo

8.29.2007

[...E que eu...]

Quem nos dera poder ser 10% porcento de uma criança e conquistar a sabedoria e a inocência e a virtude de ser e gostar do que realmente é. Máscaras! Usamos máscaras o tempo todo, será que ainda nos reconhecemos? Será que reconheço o homem que realmente sou? Você por acaso sabe o que gosta, o que sente, o que deseja?
Obrigados a pensar em vãs filosofias de vida, de agradabilidade dos nossos derredores. A que ponto chegamos? Botamos fé em qualquer coisa, cremos que somos infalíveis, sem saber que não conhecemos o suficiente. Não quero aqui levantar bandeira para nada, e nem para coisa alguma, quero expor o meu pensamento - ridículo? Talvez, mas é meu e ninguém me tira. O que mais podem tirar de nós, além do caminho, da nossa felicidade, do amor, do verde, da paz, do querer, do poder, de ser, de agir, de, de, de, de tantas coisas que passam em minha cabeça nesse momento.
Semana passada, estava eu vindo no ultimo trem, era quinta feira, eu lembro bem, eu estava cansado, depois de um dia exaustivo de trabalho e de um ensaio meio estranho, vinha eu no trem, com poucas pessoas, e na estação de Presidente Altino, uma antes de eu descer, entram a mãe e dois filhos, de no máximo, uns 10 - 12 anos, pequenos, desnutridos, (e sem preconceito algum, pelo contrário, posto aqui pela revolta ) negros. Estava frio, e eu estava com blusa e toca, e ainda estava friozinho, e eles estavam de bermuda e de chinelos, com uma blusa bem fina. A mãe, ela separava as balas num saquinho e os dois estavam vendendo, gritando: "Um pacotinho de bala é 50 e 03 é R$ 1,00...". Eu parei, estava levantado já, e continuei parado e olhando para os garotos, um deles me olhou e continuou a vender, eu continuei observando, e no momento, durante 02 minutos não pensei em nada, nada mesmo, não sabia o que pensar, até sair do trem e perceber que estava um pouco mais frio do que eu pensava, e que já eram meia-noite, e que eu estava voltando pra minha casa, e que ia dormir, e que eu tinha cobertor, e que eu tenho vinte e um anos e eles dez, e que eu estudei e nessa hora com essa idade eu estava dormindo, e que eu sou mais um ser humano mesquinho, ridículo e idiota que mora nesse planeta................

Adriano Veríssimo

8.27.2007

Ausência ( Vinicius de Moraes )

Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

( Vinicius de Moraes )

8.25.2007

Filmes Proibidos

[...]
Você percebe um ponto interno de corrupção. Um sinal vermelho. Não avançar, diz o aviso. É melhor cair fora e você sabe disso. É o momento certo de dizer não. Virar as costas e dizer não.
Você detecta sua forte atração pelo proibido. E vai, está indo, está desobedecendo seu bom senso e se deixando levar. Maldita curiosidade.
"E porque não fazer a escolha errada?", perguntei a mim mesmo.
"Você é um idiota. Completamente louco e idiota", me respondi.
Certas pessoas preferem o inferno. Um lugar particular onde deixam na porta todas as culpas acumuladas.
Deveria constar de sua ficha técnica: pessoa obsessiva.
Você não se importa. A lâmpada acende, pisca. Soa o alarme. Você ouve a sirene, sabe que ultrapassar signifca perigo, que é território minado. Mas você deixa detonar.
[...]

(Trecho do livro "Filmes Proibidos" de Bruna Lombardi)


8.24.2007

Taxi to daydreams/Taxi para o devaneio

Gostaria de convidá-los a assistir o curta que gravei ano passado, que esteve no Festival de Berlin e agora está participando do Festival Internacional de Curtas de São Paulo.

Filme: "Taxi to daydreams/Taxi para o devaneio" direção: Ansgar Ahlers e Dirk Monthey.

Elenco
Pierre Semmler (taxista)
Daniel Torres (Dio)
Adriano Veríssimo (Fabio)
Guntbert Warns (Drunk)
Isabella Parkinson (Brasilian Woman)


Salas de Exibição/Horários:

24/08 - Cinemateca (Sala Petrobrás) às 18hs
26/08 - Cinemateca (Sala BNDES) às 18hs
27/08 - Mis (Museu de Imagem e Som ) às 15hs
31/08 - Centro Cultural de São Paulo às 18hs
31/08 - Cinusp às 19hs
02/09 - Centro Cultural de São Paulo às 20hs


Vejam a programação do Festival no link abaixo.
E também o link da Produtora Forseesense, onde explica mais sobre o filme.


Beijo grande,
Adri Veríssimo



8.23.2007

Libra

Entenda um pouco mais a pessoa de Libra...

Alguns amigos o convencem a passar num vernissage logo ali na esquina do restaurante onde vocês vão jantar. Nem bem você atravessou aquela parede humana na entrada da galeria e um sujeito simpático dispara na direção de seus amigos. "Oh! há quanto tempo." E para você "Acho que ainda não fomos apresentados, mas já ouvi muitos elogios ao seu talento." "Estou incrivelmente feliz em revê-los" - ele continua - "A exposição está incrível. Acho que é a melhor do ano. Os títulos dos quadros são incrivelmente modernos, não fica nada a dever ao Soho. Fiquem à vontade, o vinho que estão servindo é incrível. Não desapareçam, heim, agora que eu reencontrei vocês, não perco mais." Envaidecido pelo reconhecimento fulminante da sua pessoa - você, que pensava ser um peixe fora d'água num vernissage - cabe-lhe perguntar: "Mas, me digam, quem é esse cara tão atencioso? o dono da galeria? o marido da pintora? o patrocinador dos convites?"


Nada disso - provavelmente, nem a pintora nem galerista o conhecem, pelo menos até esta noite. Ele é, simplesmente, cem por cento libriano. O grande promoter do zodíaco. Alguém cujo sincero desejo de agradar supera todas as convenções.
[...]

Um libriano faz as honras da casa até quando a casa não é dele: nada é mais vital para a balança do que os rituais sociais e as boas-maneiras, aí incluídos elogios à queima-roupa, frases sob-medida e olhares derramados. Mas seria uma calúnia afirmar que ele não passa de um hipócrita bajulador. O libriano acredita honestamente que aqueles quadros da exposição são divinos, e que ter conhecido você foi a coisa mais importante da sua vida - pelo menos até sair para o próximo vernissage.
[...]
O desejo de agradar da balança está intimamente ligado à imperiosa necessidade de que todos o vejam como a criatura mais agradável da face da Terra: por isso ele se empenha tanto em se tornar a imagem mais charmosa e comentada da noite, competindo inclusive com os próprios quadros. Libra precisa ser aceito socialmente - e isto não é exatamente um defeito. Para um aquariano ou escorpionino, incapazes de dar a devida importância às aparências, este signo regido por Vênus pode parecer um tanto fútil. Mas isso é puro preconceito.

.....
Não pense que estou me gabando, dizendo com gosto "que sou libriano", mas que é o melhor signo do zodíaco, isso todos vão concordar comigo. (risos)
Adriano Veríssimo

8.21.2007

Distância Minha

Distância Minha
Quero te ver
Mesmo não te conhecendo
"Distância minha"
que os dias sejam melhores
e que essa atração
seja mais forte e intensa
Enraizada as nossas virtudes,
concentrada aos nossos valores
E que os dias sejam diferentes
"como já estão sendo"
Como coqueiro verde
reluzente ao sol
Alto, belo e verde
sombra na praia e refrescante sensação
Exuberante forma
Que melhora o dia
com suas mínimas mensagens.
( Adriano Veríssimo )

(Foto: Coqueiros da Praia de Coroa Vermelha - By Adriano)

Ahh! Como estou bem!

De volta a vida rotineira. Depois de pequenos dias de férias, é bom voltar, ou melhor, explicando-me, não voltar a trabalhar, e sim estar mais presente ao meu canto. Estava com saudade de expor aqui no " a bordo de uma viagem sem fim".
Estou tranquilo, tranquilo, tranquilo. Depois de alguns dias na Bahia, e de descanso em minha cama com muitas Trakinas e livros. E também varar a madrugada com bons amigos. Ahh! Como isso foi bom...Poder rodar com o Boi no dia da Cultura Popular pela Paulista, e ver o mundo em movimento e não por detrás deste computador.
Poder beber uma cerveja a qualquer dia, sem temer a resseca do dia seguinte. Comer, comer e comer sem pudor, e sem pressa.
[suspiro] Ahh! Como estou bem!
Tantas coisas acontecendo, tantos planos previstos para o futuro, não tão longínquo. Tanto Maracatu, tanta música, tantos ensaios, tantas praias, tantas brisas do mar no rosto, tantas e tantas risadas...
[suspirando] Ahhhh! Como estou bem!
E além de tudo, ainda melhor, por estar assim, conhecendo, me agradando, com essa pessoinha que em poucas palavras "está me fazendo parar e pensar"...Muito me agrada. Estou bem com isso. Ainda é cedo em falar, mas é impossível não pensar.

Essa mensagem é só para dizer que estou de volta, que estou bem, que estou sorrindo para o dia e palpitando pela noite.

Simplesmente feliz!

( Foto: Meu pé na Praia de Coroa Vermelha - By Adriano )

7.27.2007

Sôfrego

Sôfrego

Antes de ser quem sou,
Sou eu mesmo
o palhaço desritmado e sem graça
que em vez de rir chora,
o mesmo marinheiro
de mares profundos e bravios,
o homem constante
velho, jovem, inteiro.

Antes de aparentar quem sou,
Sou o mesmo florista
romântico e erudito das rosas.
O perfumista inviolável e exato
com a essência da vida
e o cheiro de mim, da folhas secas
de vento gelado que em mim bate
nesse instante.

Antes de querer ser quem sou
Sou o mesmo poeta, poetinha brilhante,
que escreve seus dias, seus amores
seus acontecimentos ilusórios,
não conhecedor de si e do ser que, agora,
lê essas meras palavras.

Sou eu mesmo, inteiro, preciso, triunfante,
o palhaço do amor, desritmado e incolor,
monstro do lago solitário e impetuoso,
com o mesmo coração que bate por baixo d´agua
ou que sofre a dor de ser quem é,
sem poder antes de sua formalização
à raça humana, poder escolher o seu meio e fim,
o início estava ali, consumado.

Seria bom, antes de ser quem sou,
ser Vinicius, ser Tom, se Lorca, ser Cazuza,
ser Carlos, ser Aristóteles, ser Chico,
ser todos, com seus pontos altos e distintos.
Mas prefiro ser quem sou, único.

Tenho comigo o desejo, que aflora a cada manhã,
que se renova a cada eclipse,
pois antes de ser quem sou,
sou eu mesmo e mais nada:
uma reencarnação mal constituída,
um poeta boêmio, da boemia dita,
Um mero ator de teatro com seus conflitos,
Um homem com sofreguidão.

Sou eu mesmo, o que puder ser, serei,
até conhecer os pontos distantes da vida,
e o mínimo que ela nos dá.
Quando souber quem sou,
mande publicar essas páginas,
mesmo que isso não aconteça,
que as páginas não saiam daqui,
serei venturoso, pois tornei-me perito...
...de mim e mais nada.

(Adriano Veríssimo - 27/07/07 10h30)

7.25.2007

If I Ain´t Got You

Uma musica que está no meu carro por esses dias. Os dias não estão melancólicos, pelo contrário, mas pela letra, pela voz e pela interpretação da música. A letra é, praticamente, uma poesia. E como não gosto de entregar tudo mastigado, que cada um traduza, se achar necessário. Só digo que vale a pena.


Alicia Keys - If I Ain't Got You


Some people live for the fortune
Some people live just for the fame
Some people live for the power yeah
Some people live just to play the game
Some people think that the physical things
Define what's within
I've been there before
But that life's a bore
So full of the superficial

Some people want it all
But I don't want nothing at all
If it ain't you baby

If I ain't got you baby
Some people want diamond rings
Some just want everything
But everything means nothing
If I ain't got you

Some people search for a fountain
That promises forever young
Some people need three dozen roses
And that's the only way to prove you love them
Hand me the world on a silver platter
And what good would it be
With no-one to share with, no-one who truly cares for me


Some people want it all
But I don't want nothing at all
If it ain't you baby
If I ain't got you baby
Some people want diamond rings
Some just want everything
But everything means nothing
If I ain't got you

If I ain't got you with me baby
Nothing in this whole wide world don't mean a thing
If I ain't got you with me baby



7.23.2007

Find´semana cuns amigo, sô!

Hojei acordei meio pesado, quebrado de um final de semana cansativo. Tive alguns compromissos no fim de semana, que comprometeram algumas programações para o domingo, que não consegui cumprir. Sinto-me mal quando isso acontece. Gostaria muito de ter ido em Embu, ontem, assistir meus amigos "Clarinha, Alê e Cícero" no espetáculo que fala de Solano Trindade, na qual eles estavam participando de uma comemoração de 100 anos do poeta. Como gostaria de ter ido, mas não deu, deixa para um próxima. Perdoe-me Clarinha, pois prometi ir, mas não pude! [com pesar no coração]...Te amo meu chuki-chuki! Minha pequena gigante atriz!

E pior que ontem a noite eu estava com um pouco de febre, com dor de cabeça e acho que por isso hoje acordei meio-estranho, com energia baixa. Mas estou bem, muito bem, pois nesse fim de semana estive com velhos e ótimos amigos. Passei a noite de Sábado no Sarau "Vinhos, Flores e a Orquestra do Bicho Papão" com meu grande amigo hermano Filipe Macedo, onde atuamos juntos, que pela primeira vez eu fiz um Anjo, o anjo do Bicho-papão. Foi bem legal!
{Fê, adorei passar esses dias contigo, em momentos muito bons e que serão lembrados. Te amo meu amigo!}
Ainda no Sarau, estive com uma amiga na qual tenho uma paixão enorme. Nós temos algo, ou melhor, tudo em comum, somos irmãos em tudo. É como se fossemos a mesma obra-prima, ela na versão feminina e eu na masculina. É uma cumplicidade inexplicável. Talita Felonta, uma mulher incrível, que me faz muitíssimo bem.
No domingo revi alguns familiares que não via a um tempo. E também estive com amigos que a um tempo não saíamos juntos. Amigos do peito, para todas a horas, Rafael meu amigo (meu filho, praticamente..rs), Mayara uma amiga sem palavras, afinal ela minha amiga há anos e não teria como descrevê-la, ela é uma parte de mim, e Marcela uma menina que esteve presente em momentos muito bons conosco.
Ahhh! E ontem comprei um perfume "digno". Não falo o nome, por ritual. Porém, é algo com clima europeu (talvez por ser..rs), ideal para tarde de frio ou noites particulares. Huuummm!! Bom demais! rs

Hoje estou com frio, estou com sono, estou bem, estou com vontade de estar com você, mas eu aguento....Por enquanto! rs

Beijo,

7.20.2007

Pensatividade

Já parou para pensar, que pensar demais
é levar o pensamento para pensamentos
demasiadamente pensantes
que faz pesar a mente
que nos leva a concluir que pensar
é desgastante, delirante, pensante, pensativo demais.

Pensatividade!

Pensar enloquece,
não penso, por que se pensar
que estou pensando
não pararei de pensar,
não me darei descanso,
por isso penso, em não pensar mais
e acabo pensando em como parar de pensar...

...continuo pensando...


( Adriano Veríssimo )


7.18.2007

O Quereres


O Quereres

Onde queres revólver sou coqueiro,
Onde queres dinheiro sou paixão
Onde queres descanso sou desejo,
E onde sou só desejo queres não
E onde não queres nada, nada falta,
E onde voas bem alta eu sou o chão
E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha
liberdade na amplidão

Onde queres família sou maluco,
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon sou Pernambuco,
E onde queres eunuco, garanhão
E onde queres o sim e o não, talvez,
Onde vês eu não vislumbro razão
Onde queres o lobo eu sou o irmão,
E onde queres cowboy eu sou chinês

Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato eu sou o espírito
E onde queres ternura eu sou tesão
Onde queres o livre decassílabo
E onde buscas o anjo eu sou mulher
Onde queres prazer sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres o lar, revolução
E onde queres bandido eu sou o herói

Eu queria querer-te e amar o amor
construírmos dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação
tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
e vê só que cilada o amor me armou

E te quero e não queres como sou
Não te quero e não queres como és

Onde queres comício, flipper vídeo
E onde queres romance, rock'nroll
Onde queres a lua eu sou o sol
E onde a pura natura, o inceticídeo
E onde queres mistério eu sou a luz

Onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
bem a ti, mal ao quereres assim

Infinitivamente pessoal
e eu querendo querer-te sem ter fim
E querendo te aprender o total do querer
que há e do que não há em mim


( Maria Bethânia / Caetano Veloso )

(Foto: Espetáculo "Em um mar de sangue afogado" Adriano Veríssimo)

7.16.2007

Inspiração Constante



Inspiração Constante

Jamais serão o que você quer
que eles sejam
Cada um tem o seu jeito
especial de ser
com seu modo de pensar
que completa com os meus
E quando nos unimos temos
mais força do que imaginamos
"Feeling" simplesmente, algo indescritível
que jamais poderia ser colocado
em palavras.

Eles são os responsáveis
pelo meu querer bem
e mesmo com controversas,
outras opiniões, o que nos une
é muito maior.
Inexplicável!
Sou grato por tê-los em minha vida,
E quero poder estar disponível
para cada um deles,
como são para mim.

Especiais, são...
Maravilhosos, são...
Essenciais, são...
Meus!

Aos meus amigos, que me formam, o meu agradecimento poético.


( Adriano Veríssimo )


7.12.2007

Se eu Morrer Novo (Alberto Caeiro)

Se puder, pare agora e leia esse poema, se não quiser tudo bem, porém estará perdendo pelas palavras com frases reflexívas.

Se Eu Morrer Novo

Se eu morrer novo,
Sem poder publicar livro nenhum,
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem. Se assim aconteceu, assim está certo.

Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.

Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.

Não desejei senão estar ao sol ou à chuva —
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo (E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento, E não ir mais longe.

Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado. Não fui amado pela única grande razão —
Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.

(Alberto Caeiro)


"Adriano diz: Sem palavras! "

7.11.2007

Amo

muito

tudo isso!



Você era

o que faltava

para minha

vida acontecer.

( Lembrei-me da música "Voz no Ouvido" - Pedro Mariano )
Doce e real desejo do que sinto, está nessa música.

7.09.2007

Fulga



Me tortura saber que não estás aqui, onde meus olhos possam te admirar, meus abraços te aconchegar, minhas mãos acariciar seu rosto que tanto me faz bem.
Porque o circuito da vida nos faz menores do que já somos? o inferno astral ainda não chegou e mal acabou o do ano passado.
Sua escolha, seus medos, são respeitados por mim, mas não são admirados. Sendo que sua fulga terá um fim, e é uma pena que tenhas que correr tanto, parar cair neste corpo que te aquece.
Fugir de que? Se você já disse eu te faço bem. Fugir pra que? Se é apenas você abrir os braços e ser feliz. Fugir pra onde? Se é nessa matéria, que se satisfaz. Ter medo de que? Sendo que o tempo passa, os nossos anos estão correndo e enquanto mais tempo tivermos juntos, menos fugiremos um do outro.
Fulga cruel, sem pé e nem cabeça.

Tens o direito de fugir, porém preste atenção, e aprenda o caminho para não se perder quando resolver voltar.

Love,

Adriano Veríssimo

7.07.2007

* Em reforma conceitual *

Me peguei com nojo de muitas coisas de uns dias pra cá. Como diz Fernanda Montenegro "o artista tem que se despir para que o personagem exista..." e é exatamente esse o meu nojo. Nojo de atores (digo atores pois existem poucos artistas) com suas vaidades medíocres. Ainda sou vaidoso, vaidosamente crítico também. Pode ser apenas uma crise passageira, porém preciso que essa crise exista dentro de mim, para eu possa vigiar meus valores, se é que os tenho.
Não falo sobre vaidade física, o ator deve se cuidar, pois seu corpo é seu instrumento, falo de vaidade no palco, em cena, "Não bagunça meus cabelos!", "Eu não gosto de maquiagem!", "Pra quê ficar feio, minha concepção é outra...", "Jamais faria isso..". Eu fui assim, ainda sou, claro! Mas não quero ser mais, pois comecei a observar, e boa parte dos atores gostam de trabalhar sua imagem como bonita, sem saber que a beleza no palco é a grandeza de sua interiorização/interpretação. Você pode estar fazendo um mendigo, nojento, sujo e fedido, e ficar lindo(a) no palco.

Não faço teatro para ser bonito, se fosse para isso, seria modelo e não ator.

Para quem quer assim, pois bem, seja bonito, belo, cuide de sua aparência, não pense em estudar, que os livros fiquem longe da sua cabeceira, nem precisa assistir a espetáculos e outras coisas mais. Para que discutir sobre sua arte, se a sua arte é matéria e a minha é intelecto, duas coisas que podem se fundir, mas com uma boa briga antes.


( Adriano Veríssimo )



(Foto: Espetáculo "Em um mar de sangue, afogado" 07/ 2007)

7.04.2007

Dificiência

Faz tempo que não posto Mário Quintana por aqui, pois bem, aí vai...

DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

........

"A amizade é um amor que nunca morre."


bjo grande,

7.02.2007

Sou "AVE PLENA"

Após uma bateria de apresentações, de ensaios ( que continuam ), de correrias, de preocupações - estou normal, estou assim, sem mais e nem menos, mas normal.

Hoje escrevi uma poesia que me descreve no dia de hoje, chamada " Ave Plena ".

Ave Plena

sou ave sem céu
sem chão
que voa, mas tem medo de cair
ave sem penas
mediadora de clima
que passa pelas vidas
e não se vê

ave errante
ave de ninhos

que ama o ar
que me faz voar
sem esperança de vida
que a morte, um dia,
se destina

sou ave amadora
de ventos uivantes
de brisa serena
que embeleza o mundo
e faz a natureza humana
Plena

( Adriano Veríssimo )

Obrigado a todos que compareceram nas apresentações do FULANA e também ontem no FECT. Valeu pela energia!

EVOÉ!

Bjo grande,

6.27.2007

Vento Mundano!

Hoje queria saber como anda o mundo lá fora. Bateu uma vontade de sair e andar, andar e andar, sem destino, só para ver os pássaros pelo céu poluído, dividindo o espaço entre os aviões e os fios dos postes. Será loucura? ou desejo?

Senti vontade de ser livre e conhecer o mundo alado ao que quero, sem propor qualquer caminho, sabendo apenas da necessidade de beber todas as garrafas de Vodka que forem necessárias e se mesmo assim, precisar, eu buscaria pelos ritmos diferentes, o vento, que quer levar esse pedaço de colcha arregaçada para outros lugares.
O mundo é grande, e cabe em minha cabeça. Maravilha poder ser um e outro ao mesmo tempo. Transpor de jeito carinhoso de ser, o fogo entre as ventas.

Quero poder conhecer o alto da montanha, que batizo como: Vale do Esquecido; onde terei minha casa de campo, e "onde plantarei meus amigos, os meus livros e meus discos" (como cantava Elis).

Só que me contradigo, pois gosto dessa cidade de gente de todo o tipo. Gente que vive, gente que trabalha, gente que viaja, gente que é feliz, e gente que a todo instante, morre um pouco, sem saber que é assim.


(Obra de Salvador Dali)
Beijo,
Adriano Veríssimo

Apresentações nessa semana!

Minhas próximas apresentações:

Dia 01/07 (Domingo)

"Fulana dos Três Santos" de Genivaldo de José
(Grupo Lira dos Autos)
às 17hs no estacionamento da Feirinha de Artes - atrás da Prefeitura Municipal de Osasco.
ENTRADA FRANCA

"Em um mar de sangue, afogado" de Adriano Veríssimo
(Grupo Experimental de Teatro LAMA)
no Festival de Curtas de Teatro no Teatro Municipal de Osasco a partir das 19hs (5º grupo).
ENTRADA: R$ 2,00

Conto com a presença de vocês!



6.25.2007

O que sou? O que gosto?

Depois de algumas discussões sobre teatro com amigos nesse final de semana (Edinho, Hugo, Ana e Maya), eu comecei a refletir sobre a "minha viagem teatral". Afinal, o que gosto de fazer? Eu sei que estar atuando para mim é como subir aos céus ou descer ao inferno em fração de segundos, onde sou masoquista com prazer, se for para chorar, choro até a ultima gota que restar e ainda se preciso torço "o pano ocular" para não sobrar nada. E se porventura precisar rir, río até o abdômen não agüentar mais. Tiro de mim a energia que não reconheço.

Tá, tudo bem, mas e aí? O que gosto de fazer? Já cantei em banda, já participei de exposição de quadros (e até vendi dois quadros meus na época - rs), já dancei, já contra-regrei, já dirigi, já fiz iluminação, já maquiei, já limpei o teatro, e por aí vai. Já fiz um pouco de tudo, porém o que me agrada mais? Eu gosto de tudo isso, fiz, faço e faria tudo novamente quantas vezes fossem preciso.

Tenho "uma viagem teatral" onde gosto de trabalhar com o lúdico, com o surreal, com críticas sociais suaves, com poesia, com paráfrases, com simbolismo, com o teatro pobre. No entanto, como ator, faço de tudo, desde comédias regionais, como espetáculos tradicionais; desde espetáculo de rua, de arena, de palco italiano, do que for.

Gosto muito de ver as minhas idéias em cima do palco, tendo atores levando a mensagem que saiu dessa cabeça desmiolada aqui para o público. Porém concluídamente, eu sou ator, e gosto de atuar, amo estar no palco, amo me fazer de instrumento para o personagem. Por isso, posso fazer o que for no teatro, mas nada substituiria o prazer de atuar, que ferve no peito. Dirijo, sim, mas não sou ainda o que pode se chamar de "diretor".




Tenham uma ótima semana!

Bjo

Adriano Veríssimo

6.22.2007

Meus amigos e suas caracterísitcias

Carol e suas depressões
Mayara e suas filosofias
Rafael e suas putarias
Hugo e suas palavras
Ana e suas aventuras
Charles e suas histórias
Murillo e suas meiguices
Madu e seus mundos
Val e seus mistérios
Gabi e seus risos
Talita e seus poderes
Alê e seus conflitos
Filipe e seu sorriso
Will e seus sumissos
Kizzy e suas crises
Jana e seu casamento
Sol e sua distância
Lili e seus movimentos
Fabinha e suas carências
Gisele e suas loucuras
Clarinha e sua autenticidade
Keomas e sua observação
Fernanda e sua simplicidade
Marcelo e suas ironiazinhas
Denise e sua quietice
Thiago e suas haves

Esses e vários outros amigos me fazem muito bem, cada um com seu jeito de ser.

Bjo grande

Adri Veríssimo

6.21.2007

Fulana no SESC - parte 02

Na noite de Sábado.
Chegamos muito tarde na Associação, e aquela fila para o banho, que sempre é muito é divertido, por que eu não espero e tomo banho com os outros e é muito bom (Terezinha que o diga. Como diz o Murillo "Que boquinha linda!" haushausa).
A princípio todos queriam conhecer a balada DA CIDADE, que lá eles chamam de Boate. E aquela espera pelo o povo, uns tomando banho, outros também esperando, outros na fila do banho ainda. Então, fomos. Acabamos por ir: Hugo, Murillo, Charles, Samuel, Felipe (Baiano) e eu, os outros íam depois. Porém o Clóvis, me mostrou um caminho, e eu convicto de que estava certo, fui guiando o povo.
No meio do caminho algo nos parou, fez com que ficassemos mais felizes, sob "a mente superior". E continuamos andando, na metade do caminho o Felipe e Samuel decidem voltar, pois não tinham certeza se íam gostar da balada e tal. Prosseguimos Hugo, Murillo, Charles e eu, firmes e na esperança da balada. Ouvimos uns barulhos de som ligado, mas percebemos que era RAP, e já tinhamos andado muito e tava tudo muito deserto e escuro. Havíamos perguntado para várias pessoas sobre a "boate da cidade" e ninguém conhecia - Eita! Como assim, alguém não conhece uma unica balada da cidade, sendo que a cidade nem é tão grande!?. E o pior que os risos vinham junto.
E eu tava meio bobo, lezo e tonto. E comecei a contar histórias de terror "Casos do Cidade Alerta", o pior foi o final. E tb perguntar para o porteiro de um prédio algumas coisas. Mas isso não vale contar por histórias de blog, tem que ser pessoalmente. Porém imaginem como três caras, rindo compulsivamente, que nem ienas desgovernadas (eu digo três, porque o Charles não estava na mesma VIBE). Ai começo a rir só de lembrar! haushaahushaushaushaus.
Por fim, depois de andar pelo menos 01h, chegamos na balada, o Hugo e Murillo resolvem voltar, Charles e eu entramos. No entanto, não seria qualquer balada, seria uma balada Open-Bar no interior, em Birigui.
A música era realmente boa, mas o povo era "mái-o-meno", o open-bar então! miaaado!!! O vinho eu não lembro o nome e o refrigente se chamava paulistinha. Bom, dançamos pra caramba, o Charles como puta que é, beijou a balada toda..(risos)...zuêra! Mas não vou ficar falando sobre beijo. Só digo que zuei, e não ía sair da balada e deixar passar batido uns novos pescoços (risos).
Voltamos para associação umas 03h30. Fiquei cantando com o pessoal um pouco, o pessoal tava na VIBE de vinho, amigos e violão. Só que não comento sobre a cara da Carol e seu bafão durante a noite e pela manhã.

Continuará...

6.18.2007

Fulana no SESC - parte 01

Contando um pouco da aventura do Lira dos Autos no Sesc. Primeiro saímos daqui tarde, houve uma pequena confusão, com desistência de um figura que é melhor não dar mais ibope do que ele quis ter. Seguimos rumo ao interior, porém tinhamos que pegar a percussionista ( a Jura ) que estava tocando num bar do lado da Vergueiro. Tudo bem, passa-se algum tempo e nada. E nesse tempo parados foi muito engraçado, por que o Gê ficou nervoso, e nós sabíamos que iriamos rir disso depois, e eu por estar com os nervos todos naquele dia, eu só ria, ria, ria.

Bom, depois de horas de viagem, com musica, buzina, e gritaria do pessoal do fundão, chegamos a Birigui. E estava com um sol limpo, forte e muito quente. Na Associação dos Artistas, onde ficamos hospedados, fomos muito bem recebidos. Tivemos a nossa apresentação numa cidade vizinha de Araçatuba as 16hs, depois tivemos uma recepção no Sesc, com alguns comes, e depois fomos apresentar numa Praça no centro de Araçatuba - o que era aquela praça? Lá tem um palco, com uma boa iluminação, com os bancos de concreto queimado em meia lua, e ao lado palco tem lanchonetes/quiosques com várias mesas no estilo litorâneo, e fora que estava com um clima super agradável. Muito me agradou aquela praça.

Na volta passamos pelo sítio de uma artista plástica que agora me fugiu o nome; fizemos uma pequena apresentação para eles e voltamos para a Associação.

Bom as apresentações de Sábado foram no estilo redondinhas, apesar de ter gostado muito da apresentação nessa praça de Araçatuba.


To be continue....

6.15.2007

A Pedra do Reino

( enquete retirada do site UOL hoje dia 15/06 )

O que você está está achando da microssérie "A Pedra do Reino"?

Tentei assistir ao primeiro episódio, mas achei tudo muito chato e complicado e acabei desistindo.
(34,85%)
Não assisti e nem me interessei. Não gosto de programas como este ou "Hoje é Dia de Maria"
(33,69%)
Gostei. O programa é sofisticado e de alta qualidade. Deveria haver mais programas deste tipo na TV.
(14,93%)
Achei o programa bem feito, mas é sofisticado demais para a TV. Quando assisto à TV, prefiro ver algo mais relaxante.
(9,07%)
Não assisti, mas ainda quero pegar os últimos capítulos. Acho que o programa deve ser bom.
(7,45%)

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Agora se explica a situação do Brasil. E também se entende o porque que a televisão brasileira não investe em programas como esse, por que o povo não gosta. Agora se entende, que ser pobre, ser rico, ser inteligente, não é algo de posição social e sim de interesse.


Bom, um dia, se estiver vivo daqui até lá, verei um Brasil mais interessado pela cultura, ou afundado na merda, que é o caminho que se toma a cada dia.

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Que porra!



Adriano Veríssimo