9.25.2007

Bateu agora...

Bateu!
Bateu agora a vontade de te ver.
Bateu a coragem de dizer o que eu sinto.
De te fazer entender.
Bateu a vontade de dominar
e mandar se foder o que lhe prende
e não pensar no que me prende a você.

Eu não tô triste e nem tô deprê,
Só tomei coragem agora,
nesse frio, nessa tarde.
Eu quero você
e não medirei forças para te ter aqui comigo.

Bateu a luz do endoidecer,
Surtei num momento comum
e o comum não é você.

Te ter agora, e foda-se o mundo,
os conceitos, os preceitos e trejeitos.
Bateu um zunido em meu ouvido,
incomodo e encorajador.
Não pensarei em nada,
pois bateu agora
a vontade de dizer...

...TE AMO!

(Adriano Veríssimo)


* Tão mais aliviado agora..

15 comentários:

H. Henrique disse...

ahahahahahaha

O que explode né!

Então tá ué! Esse é você! Fazer o quê?

Aquele que passa pelo presente, que perde oportunidades, não vê o que está próximo!
O que ama o que está ausente!
E que sempre chora no final!

Este é vc!

Brincadeira, com fundo gigantesco de verdade!!!

H. Henrique disse...

A propósito, ponto pra mim mais uma vez! Eu disse que seria menos difícil se só intercalasse!
- "não, vou dar um tempo mesmo"

Adriano Veríssimo disse...

Magoa-me dizendo assim sabia!? rs

"Aquele que passa pelo presente, que perde oportunidades, não vê o que está próximo!
O que ama o que está ausente!
E que sempre chora no final!"

Não vê o que está próximo!? rs

Ahhh! mesmo não sendo para isso sou poeta, a moda antiga, sofredor e amante desse sentimento...

E o pior é que é sempre assim, sabia!?

= (

MIM SER, UM IDIOTA!

O Véio disse...

Acho que você foi preciso, Adriano!

Não impor nada! É isso que é importante!

Não sou contra o palco italiano. Sou contra que as coisas sejam apenas voltadas ao palco italiano. Não sou contra o texto como ponto de partida de um espetáculo, sou contra a ditadura que vigora e que diz que só a partir de um texto se pode fazer um espetáculo. Bem, talvez não se diga isso, mas na prática é como funciona.

Se o mundo fosse ao contrário, por exemplo, se as pessoas estivessem "proibidas a elaborar um espetáculo a partir de um texto", eu defenderia o texto! É apenas uma busca por equilíbrio: Colocar mais onde tem menos e vice-versa.

Agora, há de convir que a gente muitas vezes não se sente atraido por mudar esses paradigmas justamente por não termos referências práticas. Basta alguém apresentar um único espetáculo com essas características pra gente dizer: "porque não pensei nisso antes?". rsrs

Ou seja, defendo a liberdade do teatro. É que a defesa da liberdade envolve a destruição, às vezes, principalmente das grades...

;-)

H. Henrique disse...

Pois é Dri, mas não achei a outra!

Depois procuramos juntos!

Qto ao sentimento, cada um cada um Dri! Quem sou eu para falar sobre seus sentimentos!

Qq crítica que eu lhe faça acerca disto, filtre bem! O cabe a mim não cabe a ti, logo, não ligue pra tudo o que eu disser!
Talves o que deva ser realmente lembrado, que lhe disse sinceramente mesmo, foi a conversa no Fantasy, de resto...

H. Henrique disse...

*1 - "O que cabe..."

*2 - "talvez"

Alexandre disse...

Olá, amigo poeta! Saudades sempre!

Quanto ao amor, é uma maldição, não é?! Mas que inspira coisas lindas como o seu poema. Só por isso já vale a pena!

Um beijo...

Adriano Veríssimo disse...

Entendo o que diz Edinho, e acho bem bacana essa de querer abrir os parametros das pessoas, sabendo que poderia ser o oposto, e isso é legal. Tentar outras coisas. E sabe também que curto essa idéia do Teatro de Sensações, se assim posso chamar...Porém, como já disse, não quero impor nada a ninguém. O importante é expor o seu trampo da melhor maneira, se está a frente de algo, digo a frente no sentido, liderando, não a frente, como no palco italiano.

E acho que esse é o nosso dever, tentar, errar, acertar e ser feliz da maneira que achar melhor...

; )

Adriano Veríssimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Adriano Veríssimo disse...

Hugo!

Eu entendo o que diz, e aceito também, algumas coisas me fizeram abrir um pouco mais a mente instantaneamente e outras eu sei que irão entrar nessa cabeça, pensante demais as vezes, só que talvez leve um pouco mais de tempo, sabendo eu que sentaremos em meio a cervejas, ou cafés, e cigarros e riremos muito disso tudo...rs

Agora me refresque a memória...Fantasy? Eu tenho certeza q lembrarei, se me lembrar do Fantasy...rs

= )

Adriano Veríssimo disse...

Alêee!!

Maninhu, você por aqui!!? Seja sempre bem vindo...rs

É meu amigo, amor transforma o cinza em arco-íris, e é capaz de mansificar o mar no meio de uma tempestade...

; )

Beijo meu amigo!

Saudade!

Libélula da Noite disse...

Hum....

Q lindo!

essas tardes frias nos deixam sentimentais neh? rsrs
Da vontade de sair gritando o que sentimos... E isso é bacana!
Principalmente quando o outro alguém corresponde...
É Booom d+!!!


Tbm escrevi uma declaração de amor... Passa la no blog..

* Amei seu texto Sr, Veríssimo!

=)
BJUS!!!

O Véio disse...

rsrs

eu entendi sim. hehe

;-)


Você é um cara que sente a necessidade de usar mais do que o que o palco italiano nos limita, não é? Imagino isso porque, nas duas peças suas (direções suas) que assisti, havia atores entrando em cena (e encenando também) na e pela platéia. Pra mim, isso é um sintoma de uma necessidade de expandir os limites estabelicidos pelas construções/teatro que nossos políticos e empresários nos impõe.

Vai fundo, cara, que teu sentimento ainda vai ser bastante amplificado para muitas outras almas, tenho certeza!

;-)

Adriano Veríssimo disse...

Dona Libélula!!!

É bem verdade, o frio é sempre mais romantico. Eu não sei, acho que fico mais sensível com o frio e as palavras fluem naturalmente...rs

E obrigado pela visita, esteja sempre a vontade. Ou melhor, fazia um tempo que não aparecia neh!?

Não sei porque ainda não linkei você...Posso!?

Beijo

= )

Adriano Veríssimo disse...

É Edinho, as vezes eu tenho a necessidade de expandir um pouco meus horizontes teatrais. Mas tudo dentro das conformidade, POR ENQUANTO. Gosto de fazer o que me é possível ser feito, exemplo, o FENAPO, sei que lá posso abusar, afinal é respeitado essas transições, interferências...Agora outros Festivais nem tanto, ou melhor jurados. Não ligo para os jurados, entre aspas, mas dependendo do Festival eu entro pra ganhar e pra isso é necessário agradar jurado; já outros, toh pouco me fodendo pelos jurados, quero experimentar, abusar, mexer de alguma forma...Entende o que eu digo!?

Estou aprendendo, e mesmo quando souber respostas, ainda assim estarei aprendendo...

; )