7.24.2008

..espelho nas ruas

Um senhor negro, mendigo, passou na minha frente esta manhã, ele comia um pão, assim como nós comemos uma boa macarronada num domingo, digo, com muito gosto; mas era só um pão. Ele não cheirava bem, ele tinha as barbas brancas e os cabelos também, ambos grandes e sujos. Estava com uma sacola de supermercado e uma bolsa feminina no braço esquerdo, dessas de courino antigo; sapatos escorraçados e a calça nas canelas. Eu com um pacotinho de Ana Maria de recheio de morango, ele com o pão de ontem. Eu com minhas vaidades medíocres de classe média podre, ele junto a pobreza desse país mais miserável ainda. Ele passou por mim, eu não consegui respirar direito, o cheiro era forte. Eu passei por ele, mais um jovem cabeludo com seu empreguinho achando que será novo para o resto da vida.
A identidade que encontramos no espelho das ruas, faz com que eu pense
“O que será de mim quando eu crescer?”

9 comentários:

Aryane Pereira disse...

Nossa Dri faz tempo que não passo por aqui, e me deparo logo com um post desse.

Em toda minha vida sempre achei que “colhemos o que plantamos”, não que eu duvide disso,mas também não sei se é exatamente assim. Duvidas,medos,todos nó temos.Mas uma coisa que eu aprendi é que “ nossos fantasmas são o enredo de nosso destino” eu nem sei se cabe neste texto, mas foi o que me veio a cabeça. Nós “jovens”trabalhamos, estudamos, e lutamos para ter uma vida melhor e quando nos deparamos com uma cena dessa não sabemos o que dizer nem o que pensar, ai então nós perguntamos a Deus apenas o porquê de tudo isso? ai vem a o aperto no coração e fazemos essa tal pergunta: o que vai ser de mim quando eu “crescer”.

Bjim, e saudades.

Tudo ou nada ... disse...

O que será de mim quando eu crescer, ñ sei! mas sei que o hoje eu posso mudar, melhorar, aperfeiçoar, ou seja, posso reverter esta imagem do espelho de rua.
Abraços

Leonardo Werneck disse...

O espelho das ruas não deve refletir imagem nenhuma. Acho que somos aquilo que nos esforçamos para ser, claro que uns têm mais sorte que outros. Mas se eu olhar para o que o outro não tem, não conseguirei ser nada além de um ser como ele.

Abraços

Daah Oliveira disse...

Eu tenho tanta dó de pessoas assim...

Maria Flor disse...

Eu sei que eu quero ter é essa consciência de que nada é eterno, mas que eu farei com certeza alguma coisa para que voc~e não encontre pessoas assim, nas ruas.

beijocas!

» NaY « disse...

Oi seu moço! Muito bom este teu post. Também me faço muito esta pergunta, principalmente agora que estou perto da formatura, momento que nos obrigam a crescer querndo ou não!

Xerus
=***

Olirum disse...

Não perca tempo pensando no futuro!
Pense no presente e viva tudo que ele puder lhe oferecer!

Sumiu!
Boa tarde

Francine Esqueda disse...

Olá!
Passar por blogs que ainda não conhecia as vezes me surpreende!
Certamente voltarei...
Parabéns por cada pedacinho desta página!
Um super abraço

Débora Schuab disse...

eu quero ser a diferença, o brilho de esperança que refletira no rosto dessas pessoas a cada vez que eles olharem nesse grande espelho da vida.....meu mundo mudara a parti de mim mesma, de nada adiantara minha grandeza se ao ver minha feliz imagem sendo deparada com essa cena e me sentir tão pequena.........bjusssss cara...mais uma vez arrebentou
bravoooo!!!!!